Fidei Depositium


São Justino escreve sobre a Eucaristia no século II

São Justino (100 -160), filósofo, mártir
Primeira Apologia, 67.66

«O verdadeiro pão descido do céu»: no século II, uma das primeiras descrições da eucaristia para além do Novo Testamento

Justino MártirNo dia a que chamamos dia do sol [domingo], nas cidades e nas aldeias todos os habitantes se reúnem num dado lugar. Lêem-se as memórias dos apóstolos e os escritos dos profetas segundo o tempo de que se dispõe. Quando a leitura termina, aquele que preside toma a palavra para chamar a atenção sobre os ensinamentos recebidos e para exortar ao seu seguimento. Depois levantamo-nos, e em conjunto apresentamos as intenções de oração. Seguidamente traz-se o pão, o vinho e a água. O presidente dirige ardentemente ao céu súplicas e acções de graças, e o povo responde com a aclamação «Amen!», uma palavra hebraica que quer dizer: «Assim seja».

Chamamos este alimento eucaristia, e ninguém o pode tomar se não acredita na verdade da nossa doutrina e se não recebeu o banho do baptismo para a remissão dos pecados e regeneração. Porque nós não tomamos este alimento como se toma um pão ou uma bebida vulgar. Do mesmo modo que, pela Palavra de Deus, Jesus Cristo nosso Salvador incarnou, tomando carne e sangue para nosssalvação, também o alimento consagrado pelas próprias palavras rezadas e, destinado a alimentar a nossa carne e o nosso sangue para nos transformar, este alimento é a carne e o sangue de Jesus incarnado: esta é a nossa doutrina. Ao apóstolos, nas memórias que nos deixaram, a que chamamos os evangelhos, transmitiram-nos a recomendação que Jesus lhes fez : Tomou o pão, abençoou e disso : «Fazei isto em minha memória; isto é o meu corpo». De igual modo tomou o cálice, abençoou-o e disse: «Isto é o meu sangue». E só lhos deu a eles (Mt 26,26s; 1Co 11,23s)… É no dia do sol que nos reunimos todos, porque este é o primeiro dia, aquele em que Deus para fazer o mundo separou a matéria das trevas, e ainda o dia em que Jesus Cristo nosso Salvador ressuscitou dos mortos.



Muitos chegam à fé, mas bem poucos ao Reino dos Céus

Das Homilias de São Gregório Magno, papa

Gregório MagnoMuitos são os chamados e poucos os escolhidos (Mt 20, 16). Muitos, com efeito, chegam à fé, mas bem poucos ao Reino dos Céus. O rebanho da Igreja acolhe tanto os bodes como os cordeiros; mas, segundo o testemunho do Evangelho, quando o Juiz vier, há de separar os bons e os maus. Pois os que se fazem na terra escravos dos prazeres da carne, não poderão, no céu, serem contados entre as ovelhas.  Vedes, caros fiéis, muitas dessas pessoas na Igreja, mas não deveis imitá-las; nem, por outro lado, desesperar de que possam salvar-se. De fato, vemos bem o que uma pessoa é hoje, mas ignoramos como será amanhã. Muitas vezes quem parece vir atrás de nós passa à nossa frente pelo impulso de uma boa ação. E, às vezes, mal podemos seguir amanhã o que hoje deixávamos para trás.

Quando Estevão morria pela fé, Saulo tomava conta das vestes daqueles que o lapidavam. Ele o lapidava, portanto, pelas mãos de todos os seus algozes, que então podiam mover-se mais à vontade, para atirar as pedras. E, no entanto, por seus trabalhos pela Santa Igreja, Paulo superou aquele do qual fizera um mártir, ao persegui-lo.

Há, por conseguinte, duas coisas a que devemos estar atentos, uma vez que há muitos chamados e poucos escolhidos. A primeira coisa é que ninguém deve jamais presumir de si próprio; pois, ainda que chamado à fé, ignora se será digno do Reino eterno. A segunda é que jamais devemos ter a ousadia de desesperar do próximo, ainda que o vejamos mergulhado nos vícios, pois não conhecemos os tesouros da misericórdia divina.

Homilia 19 in Evangelia, liber I, 5.6 (Patrologia Latina 76, 1157-1158)



Catecismo: a Igreja é Una, Santa, Católica e Apostólica

Hoje em dia parece-me que alguns sacerdotes esqueceram do que aprenderam no Catecismo da Igreja e pregam uma doutrina contrária, quase como que apagando os limites que existem entre o Verdadeiro e o falso, entre o original e as “cópias” mal feitas da única Igreja de Cristo.

Sem contar com os produtores de seitas, aqueles que acham que têm poder em si mesmos para fundar uma cópia muito mal feita da Verdadeira Igreja de Cristo. Infelizmente, no Brasil, a cada esquina vemos um ou mais desses soberbos fundadores de seitas heréticas tentando infectar o Corpo de Cristo, como se isso fosse possível a míseros seres humanos arrogantes.

Muitos esquecem que o “diálogo” não anula a condição de heresia e muito menos deve promover a aceitação do erro.

Vale lembrar o que o Catecismo manda (ordena que seja aceito), isto é, o que a Igreja Católica ensina. Colo alguns trechos abaixo. Segue o link para o texto completo no fim da página.  (Os negritos são meus).

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A IGREJA É UNA, SANTA, CATÓLICA E APOSTÓLICA

compendium_title811. «Esta é a única Igreja de Cristo, que no Credo confessamos ser una, santa, católica e apostólica» (263). Estes quatro atributos, inseparavelmente ligados entre si (264) indicam traços essenciais da Igreja e da sua missão. A Igreja não os confere a si mesma; é Cristo que, pelo Espírito Santo, concede à sua Igreja que seja una, santa, católica e apostólica, e é ainda Ele que a chama a realizar cada uma destas qualidades.

I. A Igreja é una

«O SAGRADO MISTÉRIO DA UNIDADE DA IGREJA» (266)

813. A Igreja é una, graças à sua fonte: «O supremo modelo e princípio deste mistério é a unidade na Trindade das pessoas, dum só Deus, Pai e Filho no Espírito Santo» (267). A Igreja é una graças ao seu fundador: «O próprio Filho encarnado […] reconciliou todos os homens com Deus pela sua Cruz, restabelecendo a unidade de todos num só povo e num só Corpo» (268). A Igreja é una graças à sua «alma»: «O Espírito Santo que habita nos crentes e que enche e rege toda a Igreja, realiza esta admirável comunhão dos fiéis e une-os todos tão intimamente em Cristo que é o princípio da unidade da Igreja» (269). Pertence, pois, à própria essência da Igreja que ela seja una:

815. Quais são os vínculos da unidade? «Acima de tudo, a caridade, que é o vínculo da perfeição» (Cl 3, 14). Mas a unidade da Igreja peregrina é assegurada também por laços visíveis de comunhão:

– a profissão duma só fé, recebida dos Apóstolos;
– a celebração comum do culto divino, sobretudo dos sacramentos;
– a sucessão apostólica pelo sacramento da Ordem, que mantém a concórdia fraterna da família de Deus (272).

816. «A única Igreja de Cristo […] é aquela que o nosso Salvador, depois da ressurreição, entregou a Pedro, com o encargo de a apascentar, confiando também a ele e aos outros apóstolos a sua difusão e governo […]. Esta Igreja, constituída e organizada neste mundo como uma sociedade, subsiste (subsistit in) na Igreja Católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele» (273).

O decreto do II Concílio do Vaticano sobre o Ecumenismo explicita: «Com efeito, só pela Igreja Católica de Cristo, que é “meio geral de salvação”, é que se pode obter toda a plenitude dos meios de salvação. Na verdade, foi apenas ao colégio apostólico, de que Pedro é o chefe, que, segundo a nossa fé, o Senhor confiou todas as riquezas da nova Aliança, a fim de constituir na terra um só Corpo de Cristo, ao qual é necessário que sejam plenamente incorporados todos os que, de certo modo, pertencem já ao povo de Deus» (274).

817. De facto, «nesta Igreja de Deus una e única, já desde os primórdios surgiram algumas cisões, que o Apóstolo censura asperamente como condenáveis. Nos séculos posteriores, porém, surgiram dissensões mais amplas. Importantes comunidades separaram-se da plena comunhão da Igreja Católica, às vezes por culpa dos homens duma e doutra parte» (275). As rupturas que ferem a unidade do Corpo de Cristo (a saber: a heresia, a apostasia e o cisma) (276) devem-se aos pecados dos homens:

«Ubi peccata, ibi est multitudo, ibi schismata, ibi haereses, ibi discussiones. Ubi autem virtus, ibi singularitas, ibi unio, ex quo omnium credentium erat cor unum et anima una — Onde há pecados, aí se encontra a multiplicidade, o cisma, a heresia, o conflito. Mas onde há virtude, aí se encontra a unicidade e aquela união que faz com que todos os crentes tenham um só coração e uma só alma» (277).

819. Além disso, existem fora das fronteiras visíveis da Igreja Católica, «muitos elementos de santificação e de verdade» (279): «a Palavra de Deus escrita, a vida da graça, a fé, a esperança e a caridade, outros dons interiores do Espírito Santo e outros elementos visíveis» (280). O Espírito de Cristo serve-Se destas Igrejas e comunidades eclesiais como meios de salvação, cuja força vem da plenitude da graça e da verdade que Cristo confiou à Igreja Católica. Todos estes bens provêm de Cristo e a Ele conduzem (281) e por si mesmos reclamam «a unidade católica» (282).

A CAMINHO DA UNIDADE

820. A unidade, «Cristo a concedeu à sua Igreja desde o princípio. Nós cremos que ela subsiste, sem possibilidade de ser perdida, na Igreja Católica, e esperamos que cresça de dia para dia até à consumação dos séculos» (283). Cristo dá sempre à sua Igreja o dom da unidade. Mas a Igreja deve orar e trabalhar constantemente para manter, reforçar e aperfeiçoar a unidade que Cristo quer para ela. Foi por esta intenção que Jesus orou na hora da sua paixão e não cessa de orar ao Pai pela unidade dos seus discípulos: «…Que todos sejam um. Como Tu, ó Pai, és um em Mim e Eu em Ti, assim também eles sejam um em Nós, para que o mundo creia que Tu Me enviaste» (Jo 17, 21). O desejo de recuperar a unidade de todos os cristãos é um dom de Cristo e um apelo do Espírito Santo (284).

FONTE



Conceituação: o que é a fé?
fevereiro 9, 2009, 2:44 pm
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CONCEITUAÇÃO DA FÉ

Na linguagem vulgar, crer tem o sentido de um juízo “provável”, sendo uma simples opinião, como quando se diz: creio que ele não está em casa; creio que amanhã fará bom tempo.

Na linguagem comum, crer tem ainda a significação de confiança em verdades certas não suscetíveis de provas experimentais, como quando se diz: creio no Brasil, no primado da Justiça, etc.

Na linguagem religiosa, porém, vulgar, crer ou ter fé expressa um sentimento de conteúdo apenas efetivo, não intelectual.

Na doutrina católica, exata, verdadeiramente científica, vale dizer, teológica, a fé “é a virtude sobrenatural, pela qual, inspirados e auxiliados pela graça de Deus, cremos serem verdadeiras as realidades por Ele reveladas, não pela intrínseca verdade percebida com a luz natural da razão, mas por causa da autoridade do próprio Deus, que revela, o qual não pode enganar-se nem nos enganar” (Dz 1789 – DzS 3008). Mas, sob este aspecto, trataremos da fé mais adiante, no cap. sobre a teologia da fé.

A tese 9ª do livro de Congar sobre a Fé e a Teologia dá a mesma definição acima de fé, tomada dos Concílios de Trento e do Vaticano I, Dz 798 e 1789 – DzS 1526 e 3008: “A fé, começo da salvação do homem, é uma virtude sobrenatural pela qual, prevenidos e assistidos pela graça de Deus e recebendo pela pregação o que Ele revelou e prometeu, nós o cremos como verdadeiro, por causa da autoridade de Deus mesmo que o revela”[1].

Científica ou filosoficamente, para se ter a noção exata do termo, devemos partir da segunda operação intelectual, o “juízo”, que quando positivo, consiste na afirmação de duas idéias. Trata-se de uma adesão firme, consciente, que tem o nome (técnico em psicologia) de crença: “Credere est cum assencione cogitare” (S. TH. 2-2, q.2, a.1).

A crença, ato de crer ou de acreditar, de ter convicção ou de ter fé, consiste, fundamentalmente, nessa firme adesão intelectual a uma verdade, assim considerada, devido ao veraz testemunho alheio. Podemos, pois, definir, de modo rigorosamente científico:

A ou a crença é a firme adesão a uma verdade reconhecida como tal por causa de um testemunho fidedigno, seja humano (verdades históricas), seja divino (verdades religiosas).

Trata-se de um ato da inteligência e da vontade; da primeira, enquanto admissão de uma verdade; da segunda, por ser um ato livre. É certo que a fé ou crença não depende só da inteligência nem apenas só da vontade; mas de ambas, a títulos diversos. O papel principal e direto pertence à inteligência, que percebe a relação e lhe dá o seu assentimento. A vontade desempenha um papel indireto: porque é ela que mantém ou afasta a atenção, que aplica a inteligência no objeto e afasta as distrações, rejeita os preconceitos e as paixões. É freqüente o homem professar tais ou quais doutrinas por não ter querido examinar, com sua inteligência, as razões contrárias a essas doutrinas, ou, então, porque elas estão “de acordo” com os seus “sentimentos” e “interesses”. Esses “interesses” (sentimentos e paixões) podem exercer muita influência no pensamento, de tal modo que eles chegam a organizar o raciocínio, não pelas exigências lógicas do objeto, mas pelas conclusões escolhidas prévia e antecipadamente… Muitos homens têm demonstrado o que eles desejam. “Quem não age conforme pensa acaba pensando conforme age” dizia o Pe. Franca. Nesse caso, a inteligência abdica de seu primado sobre a vontade.

Em vista desse primado ou papel principal e direto da inteligência no ato de crer, estudemos a fé e a inteligência, mesmo porque a fé não é uma mera persuasão subjetiva, mas, conforme a definição acima do Vaticano I, a fé é,

  1. Um ato de inteligência, i. é, admissão de uma verdade; e
  2. Um ato livre, vale dizer, dependendo da vontade.

(MESQUITA, José Luiz de. “Por que Crer? A Fé e a Revelação. Editora Ave Maria)


[1] La Foi et la Théologie, p. 73.



Santo Agostinho sobre a veneração dos santos

Do Tratado de Santo Agostinho, bispo, «Contra Fausto»
(L. 20, 21: CSEL 25, 562-563) (Sec. V)

Celebremos os Mártires com um culto de amor e comunhão

O povo cristão celebra a memória dos seus Mártires com religiosa solenidade, para se animar a imitá los, participar dos seus méritos e ser ajudado com a sua intercessão; não dedica, porém, altares aos Mártires, mas apenas em memória dos Mártires. Com efeito, qual é o bispo que, ao celebrar a missa sobre os sepulcros dos Santos, disse alguma vez: Nós te oferecemos a ti, Pedro, ou a ti, Paulo, ou a ti, Cipriano? A oblação é feita a Deus, que coroou os Mártires, junto dos sepulcros daqueles que Deus coroou, para que a evocação desses lugares santos desperte em nós um sentimento mais vivo de amor àqueles a quem podemos imitar e Àquele cujo auxílio nos torna possível a imitação.

Veneramos os Mártires com um culto de amor e de comunhão, semelhante ao que dedicamos nesta vida aos santos homens de Deus, cujo coração sabemos estar já disposto ao martírio em testemunho da verdade do Evangelho. Mas àqueles que já superaram o combate e vivem triunfantes numa vida mais feliz, prestamos este culto de louvor com maior devoção e confiança do que àqueles que ainda lutam nesta vida. Contudo, o culto chamado de latria, que consiste na adoração devida à divindade, reservamo-lo só para Deus, e não o prestamos aos Mártires nem ensinamos que se lhes deva prestar. Como a oblação do sacrifício faz parte deste culto de latria – e por isso se chama idolatria a oblação feita aos ídolos – nós não o oferecemos nem mandamos oferecer aos Anjos, aos Santos, aos Mártires; e se alguém cai em tão grande tentação, é advertido com a verdadeira doutrina, para que se corrija e tenha cuidado. Os Santos e os homens recusam-se a apropriar-se destas honras devidas exclusivamente a Deus. Assim fizeram Paulo e Barnabé quando os habitantes da Licaónia, impressionados com os milagres feitos por eles, quiseram oferecer-lhes sacrifícios como se fossem deuses; mas eles, rasgando os seus vestidos, proclamaram que não eram deuses, e deste modo impediram que lhes fossem oferecidos sacrifícios.

Uma coisa, porém, é o que nós ensinamos, e outra o que nós suportamos; uma coisa é o que mandamos fazer, e outra o que queremos corrigir e nos vemos forçados a tolerar, enquanto não conseguimos corrigi-lo.



Download de apostila de angeologia e demonologia

A partir de hoje, vou publicar aqui alguns links para download de textos, apostilas, livros e demais arquivos. Procurarei listar material de apoio, para aqueles que desejam estudar ou simplesmente ler algo mais extenso ou de difícil acesso. Deixo de publicar por aqui muitos textos, por serem longos demais para o que se propõe este espaço.

Muitos (a maioria) dos livros importantes não são encontrados no Brasil, aliás, o católico brasileiro está em péssimas condições, caso queira se aprofundar ou conhecer um pouco mais a respeito do cristianismo em geral. De qualquer forma, e mesmo por causa disso, alguns livros ou textos que vou disponibilizar estarão em espanhol, mas, em todo caso, quando assim for, especificarei o idioma do arquivo.

Algo desse material não está bem formatado (creio que um texto bem formatado auxilia, e muito, o aprendizado), e peço que me perdoem, pois, se assim ocorrer, não é por má vontade ou preguiça, mas por não ter tido o tempo necessário para formatá-los como gostaria. Quando enviar assim para o servidor, estarei visando maior rapidez quanto a disponibilização.

Deixo bem claro que, no que se refere aos temas e conteúdos dos materiais disponibilizados, nem sempre serão um espelho perfeito da minha opinião, muito menos, exceto quando mencionado, serão a palavra oficial da Igreja Católica. Fique isto bem ressaltado.

São textos consagrados ou não, tanto de sacerdotes quanto de leigos, e ainda obras de Filosofia, Teologia, Concílios ou estudos gerais, porém que eu considere, no todo ou em parte, importantes, levando em consideração a temática deste blog.

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michael

ARQUIVO E LINK PARA DOWNLOAD:

APOSTILA DE ANGEOLOGIA E DEMONOLOGIA

Anjos e Demônios – A Luta Contra o Poder das Trevas

Gustavo Antônio Solímeo – Luiz Sérgio Solímeo