Fidei Depositium


Aumentam as preocupações de saúde com anticoncepcionais
Pílulas que, literalmente, valem ouro.

Pílulas que "valem ouro".

Vejam como as empresas lidam com a saúde das mulheres e como os contraceptivos, ao invés de proporcionarem “liberdade”, acabam por escravizá-las sob risco de doenças gravíssimas que podem mesmo levar a morte.

Observem a maneira como o texto discorre sobre o assunto e como a questão primordial é sempre a imagem da empresa e do seu produto; como produzem campanhas publicitárias enganosas, as quais ampliam as “vantagens” e minimizam ou disfarçam os efeitos colaterais.

Natasha Singer

(The New York Times, via UOL)

Os contraceptivos orais Yaz e Yasmin são a linha farmacêutica mais vendida da Bayer HealthCare, em grande parte devido ao marketing que os apresenta como muito mais do que um método de prevenção de gravidez.

O Yaz, em particular, a pílula anticoncepcional que é sucesso de vendas nos Estados Unidos, deve muito de sua popularidade a campanhas publicitárias multimilionárias que a promovem como um tratamento de qualidade de vida, para combater a acne e depressão pré-menstrual severa.

O Yaz, o medicamento irmão mais novo do Yasmin, contém menos estrógeno. A linha apresentou vendas mundiais de cerca de US$ 1,8 bilhão no ano passado, com base no posicionamento bem-sucedido pela Bayer do Yasmin e Yaz como os medicamentos ideais para mulheres com menos de 35 anos.

Mas recentemente, a imagem da linha Yaz foi manchada por preocupações de alguns pesquisadores, defensores de saúde e advogados de querelantes. Eles dizem que as drogas deixam as mulheres com maior risco de coágulos sanguíneos, derrames e outros problemas de saúde do que outras pílulas anticoncepcionais.

Esses críticos, entretanto, estão enfrentando um grande estudo de saúde europeu, patrocinado pela Bayer, a gigante farmacêutica alemã, que relatou a conclusão oposta. O estudo financiado pela Bayer diz que os riscos cardiovasculares para as mulheres que tomam os produtos da Bayer são comparáveis aos daquelas que tomam as pílulas anticoncepcionais com fórmula antiga.

Mas os reguladores estão encontrando outros problemas na linha Yaz. A Food and Drug Administration (FDA, a agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos) citou a Bayer neste ano por veicular comerciais de televisão enganosos e, no mês passado, por não seguir os procedimentos de controle de qualidade apropriados na fábrica que produz os hormônios ingredientes.

Em respostas por e-mail às perguntas da repórter, a unidade americana da empresa disse que suas drogas anticoncepcionais foram e continuam sendo amplamente estudadas e que a empresa garante sua segurança. A empresa também disse que respondeu às perguntas da FDA sobre as práticas de manufatura, que ela disse levar muito a sério.

Mas mesmo se a Bayer puder responder adequadamente à segurança e outras preocupações, alguns analistas da indústria dizem que a avalanche de críticas pode manchar a imagem da linha Yaz. Outros produtos da Bayer, como a droga Levitra, para disfunção erétil, e o sistema anticoncepcional intrauterino Mirena, geram bem menos lucro do que a linha de produtos Yaz.

“Para a Bayer, é de longe a marca que mais cresce e com maior margem“, disse Martin Brunninger, um analista do banco de investimento europeu Bryan, Garnier & Co., em uma entrevista por telefone de Londres, na quarta-feira. “Independente disso se tornar uma questão séria ou não, quando uma droga é estigmatizada em público, as pessoas simplesmente deixam de tomá-la.”

A Bayer disse que a empresa já enfrenta 74 processos impetrados por mulheres que dizem ter desenvolvido problemas de saúde após tomarem o Yaz ou o Yasmin. A empresa diz que pretende se defender vigorosamente contra os processos.

As questões de saúde e os processos podem abalar a confiança do consumidor, mas os alertas das autoridades federais de saúde sobre propaganda e controle de qualidade levantam dúvidas maiores a respeito da abordagem da Bayer para o cumprimento das regulamentações, disse Michael A. Santoro, um professor associado da Rutgers Business School, que estudou ética na indústria farmacêutica.

As pílulas anticoncepcionais funcionam alterando os níveis de hormônio das mulheres. Os pesquisadores há muito sabem que tomar pílulas anticoncepcionais com combinação de hormônios – estrógeno e progestógeno – pode aumentar o risco de derrame e coágulos sanguíneos nas pernas e pulmões. Isso ocorre porque o estrógeno exerce um papel na coagulação do sangue. De fato, desde a introdução dos contraceptivos orais nos anos 60, os laboratórios farmacêuticos reduziram enormemente as doses de estrógeno para reduzir o risco de trombose, o termo médico para coágulos sanguíneos.

Com pílulas com menor dose de estrógeno disponíveis, o debate em torno da segurança, que prosseguiu ao longo da última década, se concentrou se o tipo de progestógeno na fórmula também pode exercer um papel no risco de problemas cardiovasculares.

Em 2001, a FDA aprovou o Yasmin, que contém um novo progestógeno chamado drospirenona.

O Yaz, que contém drospirenona e uma dose menor de estrógeno, recebeu aprovação da agência em 2006. Para as mulheres à procura de anticoncepcional, o medicamento também é aprovado para tratamento de sintomas físicos e emocionais severos chamados de desordem disfórica pré-menstrual e acne moderada. Como a drospirenona pode aumentar os níveis de potássio no corpo, ela pode colocar as mulheres que apresentam problemas de fígado ou rim em risco de problemas cardíacos sérios, segundo o rótulo do remédio.

Estudos sobre a segurança de pílulas anticoncepcionais informaram resultados diferentes a respeito dos riscos dos progestógenos.

Um estudo de grande escala na Europa, patrocinado pela Bayer, informou que não havia diferença de risco de problemas cardiovasculares ou morte em mulheres que tomavam anticoncepcionais a base de drospirenona em comparação às mulheres que tomavam pílulas contendo levonorgestrel, um progestógeno usado desde os anos 70.

Mas dois outros estudos com mulheres dinamarquesas e holandesas, publicados no mês passado no “The British Medical Journal”, apontaram um maior risco de coágulos sanguíneos venosos em mulheres que tomavam os novos progestógenos, incluindo a drospirenona.

Os resultados dos novos estudos, conduzidos em populações europeias com fatores de risco genéticos específicos para coágulos sanguíneos, podem não se traduzir para uma população americana etnicamente mais diversa, disse o dr. David A. Grimes, um professor clínico de obstetrícia e ginecologia da escola de medicina da Universidade da Carolina do Norte. E mesmo se o aumento de risco informado for realista, ele disse, ele é minúsculo.

“Minha avaliação é de que um evento raro múltiplo ainda é um evento raro”, disse Grimes, que é um consultor pago da Bayer e de outros fabricantes de anticoncepcionais.

E tomar anticoncepcionais envolve riscos muito menores de coágulos sanguíneos do que engravidar e ter um bebê, ele disse.

Mas o dr. Frits R. Rosendaal, um professor de epidemiologia clínica do Centro Médico da Universidade de Leiden e um dos autores do estudo holandês, disse que vale a pena agir com base nos relatos de um maior risco -trocando as pílulas por aquelas contendo levonorgestrel.

Mesmo se o risco de trombose for baixo, por que não optar pelo menor risco, por garantia?” ele disse.

Uma porta-voz da FDA disse que a agência está revendo a segurança das pílulas anticoncepcionais com um estudo que busca identificar a incidência de coágulos sanguíneos, derrame e morte entre as usuárias do Yasmin e outros anticoncepcionais orais. A Bayer, enquanto isso, está conduzindo um estudo comparando a segurança do Yaz com o de outros anticoncepcionais.

Os advogados que estão processando a Bayer em nome de usuárias que alegam ter desenvolvido coágulos sanguíneos, problemas cardíacos e outros de saúde devido ao uso dos medicamentos, disseram que argumentarão que a empresa sabia ou devia saber que as pílulas levavam a um risco maior.

Uma das pessoas que estão processando é Anne Marie Eakins, professora em Grafton, Ohio, que desenvolveu coágulos sanguíneos em ambos os pulmões em 2007 e que, como resultado, ela disse, perdeu o uso de parte de seu pulmão direito. Ela costumava usar uma variedade de pílulas anticoncepcionais por mais de uma década, até começar a usar o Yaz em 2007.

“Para ser honesta, eu perguntei à minha médica sobre o Yaz, porque vi o comercial e ele mencionava que ajudava no controle dos sintomas menstruais e na acne, o que me atraiu bastante”, disse Eakins, 34 anos. “Eu não pensei que seria pior do que qualquer outra pílula.”

Como os rótulos do Yasmin e Yaz contêm alertas sobre o risco de efeitos colaterais, como coágulos sanguíneos e derrames, as querelantes podem ter dificuldade em vencer os casos com o argumento de que a empresa deveria ter apresentado alertas mais fortes. Mas, armados com as cartas de alerta da FDA para a Bayer, os advogados podem ter mais sucesso com o argumento de que a propaganda enganosa do Yaz estimulava as mulheres a tomarem o medicamento, portanto as expondo a riscos maiores do que teriam caso contrário.

Em outubro passado, a agência enviou para a Bayer uma carta de alerta, citando a empresa por veicular duas propagandas falsas e enganosas a respeito do Yaz. Segundo a carta, as propagandas exageravam a eficácia da droga, a promovendo para condições como síndrome pré-menstrual, para a qual a droga não é aprovada, e minimizavam os riscos sérios associados à droga. Em fevereiro, a Bayer concordou em gastar US$ 20 milhões em uma campanha publicitária corretiva, para corrigir a impressão errada criada pelos comerciais de televisão originais.

No mês passado, a agência enviou para a Bayer uma carta de alerta a respeito de outro problema -desvios nos padrões de controle de qualidade na fábrica na Alemanha que produz a drospirenona e outros hormônios usados nas pílulas anticoncepcionais da Bayer vendidas nos Estados Unidos. A carta dizia que a forma como a fábrica calculava a variabilidade nos ingredientes não atendia aos padrões americanos.

A Bayer disse que leva o assunto a sério. Manter boas práticas de manufatura e a segurança dos pacientes continua sendo uma alta prioridade na Bayer, disse a empresa em uma declaração.

Mas Santoro, da Rutgers Business School, disse que os laboratórios farmacêuticos devem estabelecer padrões mais elevados para si mesmos do que aqueles estabelecidos pela FDA.

Santoro disse a respeito da Bayer: “Isso me diz que ela não está entendendo a área de negócios na qual atua, que não está entendendo os riscos de saúde que está causando ao público ou o risco financeiro que está criando para seus acionistas”.

Tradução: George El Khouri Andolfato

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Denúncia de Irregularidades nas Missas de Dourados

Chamo a atenção para o artigo que dá título a esta postagem, do blog Apologeta, onde são feitas denúncias corroboradas por fotos.

O que alguns padres vêm fazendo é, literalmente, uma pouca vergonha. Vendo as fotos do referido artigo, fico pensando: até quando alguns sacerdotes vão continuar querendo aparecer?

Não só tomo parte na denúncia acima, mas chamo a todos que vêem coisas semelhantes em suas paróquias, a que denunciem: fotografe, grave vídeos, escrevam em blogs, twitter, DENUNCIEM!

No Brasil só existem católicos frouxos, com raras exceções? Cadê a virilidade dos católicos deste país, que ficam vendo tudo e vergonhosamente se omitem?

Parabéns ao Fernando, do blog Apologeta!

Vejam as barbaridades denunciadas:

http://apologeta.blogspot.com/2009/09/fwd-denuncia-de-irregularidades-nas.html



São Justino escreve sobre a Eucaristia no século II

São Justino (100 -160), filósofo, mártir
Primeira Apologia, 67.66

«O verdadeiro pão descido do céu»: no século II, uma das primeiras descrições da eucaristia para além do Novo Testamento

Justino MártirNo dia a que chamamos dia do sol [domingo], nas cidades e nas aldeias todos os habitantes se reúnem num dado lugar. Lêem-se as memórias dos apóstolos e os escritos dos profetas segundo o tempo de que se dispõe. Quando a leitura termina, aquele que preside toma a palavra para chamar a atenção sobre os ensinamentos recebidos e para exortar ao seu seguimento. Depois levantamo-nos, e em conjunto apresentamos as intenções de oração. Seguidamente traz-se o pão, o vinho e a água. O presidente dirige ardentemente ao céu súplicas e acções de graças, e o povo responde com a aclamação «Amen!», uma palavra hebraica que quer dizer: «Assim seja».

Chamamos este alimento eucaristia, e ninguém o pode tomar se não acredita na verdade da nossa doutrina e se não recebeu o banho do baptismo para a remissão dos pecados e regeneração. Porque nós não tomamos este alimento como se toma um pão ou uma bebida vulgar. Do mesmo modo que, pela Palavra de Deus, Jesus Cristo nosso Salvador incarnou, tomando carne e sangue para nosssalvação, também o alimento consagrado pelas próprias palavras rezadas e, destinado a alimentar a nossa carne e o nosso sangue para nos transformar, este alimento é a carne e o sangue de Jesus incarnado: esta é a nossa doutrina. Ao apóstolos, nas memórias que nos deixaram, a que chamamos os evangelhos, transmitiram-nos a recomendação que Jesus lhes fez : Tomou o pão, abençoou e disso : «Fazei isto em minha memória; isto é o meu corpo». De igual modo tomou o cálice, abençoou-o e disse: «Isto é o meu sangue». E só lhos deu a eles (Mt 26,26s; 1Co 11,23s)… É no dia do sol que nos reunimos todos, porque este é o primeiro dia, aquele em que Deus para fazer o mundo separou a matéria das trevas, e ainda o dia em que Jesus Cristo nosso Salvador ressuscitou dos mortos.



Catecismo: a Igreja é Una, Santa, Católica e Apostólica

Hoje em dia parece-me que alguns sacerdotes esqueceram do que aprenderam no Catecismo da Igreja e pregam uma doutrina contrária, quase como que apagando os limites que existem entre o Verdadeiro e o falso, entre o original e as “cópias” mal feitas da única Igreja de Cristo.

Sem contar com os produtores de seitas, aqueles que acham que têm poder em si mesmos para fundar uma cópia muito mal feita da Verdadeira Igreja de Cristo. Infelizmente, no Brasil, a cada esquina vemos um ou mais desses soberbos fundadores de seitas heréticas tentando infectar o Corpo de Cristo, como se isso fosse possível a míseros seres humanos arrogantes.

Muitos esquecem que o “diálogo” não anula a condição de heresia e muito menos deve promover a aceitação do erro.

Vale lembrar o que o Catecismo manda (ordena que seja aceito), isto é, o que a Igreja Católica ensina. Colo alguns trechos abaixo. Segue o link para o texto completo no fim da página.  (Os negritos são meus).

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A IGREJA É UNA, SANTA, CATÓLICA E APOSTÓLICA

compendium_title811. «Esta é a única Igreja de Cristo, que no Credo confessamos ser una, santa, católica e apostólica» (263). Estes quatro atributos, inseparavelmente ligados entre si (264) indicam traços essenciais da Igreja e da sua missão. A Igreja não os confere a si mesma; é Cristo que, pelo Espírito Santo, concede à sua Igreja que seja una, santa, católica e apostólica, e é ainda Ele que a chama a realizar cada uma destas qualidades.

I. A Igreja é una

«O SAGRADO MISTÉRIO DA UNIDADE DA IGREJA» (266)

813. A Igreja é una, graças à sua fonte: «O supremo modelo e princípio deste mistério é a unidade na Trindade das pessoas, dum só Deus, Pai e Filho no Espírito Santo» (267). A Igreja é una graças ao seu fundador: «O próprio Filho encarnado […] reconciliou todos os homens com Deus pela sua Cruz, restabelecendo a unidade de todos num só povo e num só Corpo» (268). A Igreja é una graças à sua «alma»: «O Espírito Santo que habita nos crentes e que enche e rege toda a Igreja, realiza esta admirável comunhão dos fiéis e une-os todos tão intimamente em Cristo que é o princípio da unidade da Igreja» (269). Pertence, pois, à própria essência da Igreja que ela seja una:

815. Quais são os vínculos da unidade? «Acima de tudo, a caridade, que é o vínculo da perfeição» (Cl 3, 14). Mas a unidade da Igreja peregrina é assegurada também por laços visíveis de comunhão:

– a profissão duma só fé, recebida dos Apóstolos;
– a celebração comum do culto divino, sobretudo dos sacramentos;
– a sucessão apostólica pelo sacramento da Ordem, que mantém a concórdia fraterna da família de Deus (272).

816. «A única Igreja de Cristo […] é aquela que o nosso Salvador, depois da ressurreição, entregou a Pedro, com o encargo de a apascentar, confiando também a ele e aos outros apóstolos a sua difusão e governo […]. Esta Igreja, constituída e organizada neste mundo como uma sociedade, subsiste (subsistit in) na Igreja Católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele» (273).

O decreto do II Concílio do Vaticano sobre o Ecumenismo explicita: «Com efeito, só pela Igreja Católica de Cristo, que é “meio geral de salvação”, é que se pode obter toda a plenitude dos meios de salvação. Na verdade, foi apenas ao colégio apostólico, de que Pedro é o chefe, que, segundo a nossa fé, o Senhor confiou todas as riquezas da nova Aliança, a fim de constituir na terra um só Corpo de Cristo, ao qual é necessário que sejam plenamente incorporados todos os que, de certo modo, pertencem já ao povo de Deus» (274).

817. De facto, «nesta Igreja de Deus una e única, já desde os primórdios surgiram algumas cisões, que o Apóstolo censura asperamente como condenáveis. Nos séculos posteriores, porém, surgiram dissensões mais amplas. Importantes comunidades separaram-se da plena comunhão da Igreja Católica, às vezes por culpa dos homens duma e doutra parte» (275). As rupturas que ferem a unidade do Corpo de Cristo (a saber: a heresia, a apostasia e o cisma) (276) devem-se aos pecados dos homens:

«Ubi peccata, ibi est multitudo, ibi schismata, ibi haereses, ibi discussiones. Ubi autem virtus, ibi singularitas, ibi unio, ex quo omnium credentium erat cor unum et anima una — Onde há pecados, aí se encontra a multiplicidade, o cisma, a heresia, o conflito. Mas onde há virtude, aí se encontra a unicidade e aquela união que faz com que todos os crentes tenham um só coração e uma só alma» (277).

819. Além disso, existem fora das fronteiras visíveis da Igreja Católica, «muitos elementos de santificação e de verdade» (279): «a Palavra de Deus escrita, a vida da graça, a fé, a esperança e a caridade, outros dons interiores do Espírito Santo e outros elementos visíveis» (280). O Espírito de Cristo serve-Se destas Igrejas e comunidades eclesiais como meios de salvação, cuja força vem da plenitude da graça e da verdade que Cristo confiou à Igreja Católica. Todos estes bens provêm de Cristo e a Ele conduzem (281) e por si mesmos reclamam «a unidade católica» (282).

A CAMINHO DA UNIDADE

820. A unidade, «Cristo a concedeu à sua Igreja desde o princípio. Nós cremos que ela subsiste, sem possibilidade de ser perdida, na Igreja Católica, e esperamos que cresça de dia para dia até à consumação dos séculos» (283). Cristo dá sempre à sua Igreja o dom da unidade. Mas a Igreja deve orar e trabalhar constantemente para manter, reforçar e aperfeiçoar a unidade que Cristo quer para ela. Foi por esta intenção que Jesus orou na hora da sua paixão e não cessa de orar ao Pai pela unidade dos seus discípulos: «…Que todos sejam um. Como Tu, ó Pai, és um em Mim e Eu em Ti, assim também eles sejam um em Nós, para que o mundo creia que Tu Me enviaste» (Jo 17, 21). O desejo de recuperar a unidade de todos os cristãos é um dom de Cristo e um apelo do Espírito Santo (284).

FONTE



Qualquer progressista, escolhido ao acaso, na legião, é mais bondoso do que Nosso Senhor Jesus Cristo

templarios“Agora ensina-se que não há mais inimigos, que não há mais lobos, e que a Igreja praticará o mandamento de amor se deixar seus filhos serem progressivamente devorados pelo mundo, pela carne e pelo Diabo que deixou de ser o inimigo do gênero humano. O termo “pastoral” tornou-se sinônimo de molezas e tolerâncias que roçam pelo obsceno. O “progressista” é antes de tudo um “entreguista”. E em cada passo de nova capitulação, de novo “diálogo”, ele se desmancha numa glossolalia destinada aos anais da ONU ou encaminhada ao Prêmio Nobel da Paz.”

“Qualquer pessoa de sadio bom senso, ainda que despreparada para discussões teológicas e metafísicas, sabe que um homem de bem deve lutar por sua honra, deve defender seus filhos com o sangue, deve lutar por seu Credo, deve combater e querer morrer por sua Fé. E para bem combater o bom combate é preciso conhecer seus inimigos. A Igreja ensinou-nos durante séculos a combater, mas agora, em dez anos, uma torrente revolucionária passou a ensinar que a virtude máxima consiste na entrega, na fuga, na covardia. Qualquer progressista, escolhido ao acaso, na legião, é mais bondoso do que Nosso Senhor Jesus Cristo, que com toda a simplicidade falava em guerra, e que oportunamente usou o chicote.”

(O mundo, a carne e o diabo: cruéis inimigos da igreja e da alma.  Gustavo Corção. Leia na íntegra neste link.)



Santo Agostinho sobre a Confissão

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona, doutor da Igreja:

Santo Agostinho“Se na Igreja não existisse a remissão dos pecados, não existiria nenhuma esperança, nenhuma perspectiva de uma vida eterna e de uma libertação eterna. Rendamos graças a Deus que deu à Sua Igreja um tal dom”.

“Fazei penitência, como é costume na Igreja, se quereis que ela ore por vós. Ninguém diga – eu faço penitência secretamente diante de Deus. Ele sabe-o e perdoa-me, porque faço penitência em meu coração… Poderemos nós anular o Evangelho e a palavra de Cristo?



Santo Agostinho sobre a veneração dos santos

Do Tratado de Santo Agostinho, bispo, «Contra Fausto»
(L. 20, 21: CSEL 25, 562-563) (Sec. V)

Celebremos os Mártires com um culto de amor e comunhão

O povo cristão celebra a memória dos seus Mártires com religiosa solenidade, para se animar a imitá los, participar dos seus méritos e ser ajudado com a sua intercessão; não dedica, porém, altares aos Mártires, mas apenas em memória dos Mártires. Com efeito, qual é o bispo que, ao celebrar a missa sobre os sepulcros dos Santos, disse alguma vez: Nós te oferecemos a ti, Pedro, ou a ti, Paulo, ou a ti, Cipriano? A oblação é feita a Deus, que coroou os Mártires, junto dos sepulcros daqueles que Deus coroou, para que a evocação desses lugares santos desperte em nós um sentimento mais vivo de amor àqueles a quem podemos imitar e Àquele cujo auxílio nos torna possível a imitação.

Veneramos os Mártires com um culto de amor e de comunhão, semelhante ao que dedicamos nesta vida aos santos homens de Deus, cujo coração sabemos estar já disposto ao martírio em testemunho da verdade do Evangelho. Mas àqueles que já superaram o combate e vivem triunfantes numa vida mais feliz, prestamos este culto de louvor com maior devoção e confiança do que àqueles que ainda lutam nesta vida. Contudo, o culto chamado de latria, que consiste na adoração devida à divindade, reservamo-lo só para Deus, e não o prestamos aos Mártires nem ensinamos que se lhes deva prestar. Como a oblação do sacrifício faz parte deste culto de latria – e por isso se chama idolatria a oblação feita aos ídolos – nós não o oferecemos nem mandamos oferecer aos Anjos, aos Santos, aos Mártires; e se alguém cai em tão grande tentação, é advertido com a verdadeira doutrina, para que se corrija e tenha cuidado. Os Santos e os homens recusam-se a apropriar-se destas honras devidas exclusivamente a Deus. Assim fizeram Paulo e Barnabé quando os habitantes da Licaónia, impressionados com os milagres feitos por eles, quiseram oferecer-lhes sacrifícios como se fossem deuses; mas eles, rasgando os seus vestidos, proclamaram que não eram deuses, e deste modo impediram que lhes fossem oferecidos sacrifícios.

Uma coisa, porém, é o que nós ensinamos, e outra o que nós suportamos; uma coisa é o que mandamos fazer, e outra o que queremos corrigir e nos vemos forçados a tolerar, enquanto não conseguimos corrigi-lo.