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Pontífice visita Santuário no aniversário da beatificação dos pastorinhos Francisco e Jacinta
FÁTIMA, terça-feira, 6 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI visitará Portugal em 2010 “essencialmente como peregrino de Fátima”, no contexto da peregrinação aniversária dos dias 12 e 13 de maio ao santuário mariano, informou hoje em nota pastoral o Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).
Ao reconhecer “um sentimento de júbilo e regozijo entre o nosso povo”, os bispos responsáveis da CEP assinalam que a visita é “a concretização de um desejo ansiosamente esperado, que muito nos honra e distingue”.
O episcopado agradece “de todo o coração” ao Santo Padre e afirma querer “corresponder a esta honra com aquele amor ao Papa que é uma dimensão profunda do catolicismo português”.
“A comunhão visível com o Sucessor de Pedro, fisicamente presente entre nós, será, mais uma vez, ocasião da expressão espontânea desse amor à sua pessoa, ao seu magistério e ao seu serviço universal e de fidelidade à Igreja”, destaca a nota pastoral da CEP.
Os bispos portugueses explicam que o Santo Padre irá ao país, “essencialmente, como peregrino de Fátima, onde encontrará uma expressão viva de todas as Igrejas de Portugal”.
A vinda do pontífice a Fátima coincide com o décimo aniversário da beatificação dos pastorinhos Francisco e Jacinta e com as comemorações do centenário do nascimento da Jacinta.
Todavia –reconhecem os responsáveis da CEP–, a viagem “projeta-se no horizonte mais amplo das suas peregrinações aos maiores santuários marianos espalhados pelo mundo, como grandes centros de evangelização”.
“Quando o Papa se faz peregrino, na qualidade de Pastor universal da Igreja, é toda a Igreja que peregrina com ele. Por isso, esta sua peregrinação reveste um grande significado pastoral, doutrinal e espiritual.”
Os bispos consideram que a visita do Santo Padre quer “encorajar o empenho constante e generoso na obra de evangelização, ajudando a passar de uma religiosidade tradicional a uma fé adulta e pensada”.
Uma fé “capaz de testemunho corajoso em privado e em público, que saiba enfrentar os desafios do secularismo e do relativismo doutrinal e ético, típicos do nosso tempo, que Bento XVI lembra frequentemente”.
O organismo episcopal português afirma que neste momento ainda não está definido o programa da visita papal. Na próxima assembleia dos bispos, em novembro, refletir-se-á sobre como prepará-la.
Mas desde já os bispos convidam todos os fiéis “a acolher o Santo Padre em verdade, como Sucessor de Pedro que vem confirmar os irmãos na fé, e com afeto e participação pessoal, unindo-nos em oração às suas intenções pela Igreja e pelos grandes anseios da humanidade”.
(Alexandre Ribeiro)
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«A Virgem Maria, ‘imagem da Igreja futura […]
que guia e sustenta a esperança do teu povo’»
São João Damasceno (c. 676-749) - monge, teólogo, Pai da Igreja
I Homilia sobre a Dormição, 11-14
Ó Mãe de Deus, sempre virgem, a tua sagrada partida deste mundo é verdadeiramente uma passagem, uma entrada na morada de Deus. Saindo deste mundo material, entras numa “pátria melhor” (Heb 11, 16). O céu acolheu com alegria a tua alma: “Quem é esta, que surge como a aurora, bela como a lua, brilhante como o sol?” (Cant 6, 10) “O rei introduziu-te nos seus aposentos” (Cant 1, 4) e os anjos glorificam aquela que é a Mãe do seu próprio Senhor, por natureza e em verdade, segundo o plano de Deus. […]
Os apóstolos levaram o teu corpo sem mancha, o teu corpo, verdadeira arca da aliança, e depositaram-no no seu santo túmulo. E aí, como que passando outro Jordão, tu chegaste à verdadeira Terra prometida, à “Jerusalém lá do alto” (Gal 4, 26), de que Deus é arquitecto e construtor. Porque a tua alma não desceu “à habitação dos mortos”, nem “a tua carne conheceu a decomposição” (Act 2, 31; Sl 15, 10). O teu corpo puríssimo, sem mácula, não foi abandonado à terra, antes foste elevada até à morada do Reino dos Céus, tu, a Rainha, a Soberana, a Senhora, a Mãe de Deus, a verdadeira Theotokos.
Hoje aproximamo-nos de ti, a nossa Rainha, Mãe de Deus e Virgem; voltamos a nossa alma para a esperança que és para nós. […] Queremos honrar-te com “salmos, hinos e cânticos espirituais” (Ef 5, 19). Ao honrar a serva, exprimimos a nossa ligação ao nosso Senhor comum. […] Lança os teus olhos sobre nós, ó Rainha, Mãe do nosso bom Soberano; guia o nosso caminho até ao porto sem tempestades do desejo bom de Deus.





