Dia 13 de setembro celebramos S. João Crisóstomo (cerca 345-407), bispo de Antioquia e depois de Constantinopla, doutor da Igreja. Era chamdo “Crisóstomo“, que quer dizer: boca de ouro. Ganhou esse nome pela força e pela beleza de sua oratória.
Não me canso de o ler, pois aurimos sempre de suas palavras aquele bálsamo comum aos que são inspirados verdadeiramente pelo Espírito Santo e que são fiéis até a morte à Igreja do Senhor.
Creio que sua constante leitura deveria ser de primeiro interesse nos dias de hoje, tamanha atualidade de suas homilias.
Aprendamos um pouco com os tesouros que foram dispensados pela “Boca de Ouro” àqueles que precisavam, aos necessitados de uma palavra de conforto e orientação pastoral.
P A X
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Homília 20 sobre os Actos dos Apóstolos
Ser fermento na massa
Há algo mais irrisório do que um cristão que não se preocupa com os outros? Não tomes como pretexto a tua pobreza: a viúva que pôs duas pequenas moedas na arca do tesouro (Mc 12,42) levantar-se-ia contra ti; Pedro também, ele que dizia ao coxo: “Não tenho ouro nem prata” (Ac 3,6), e Paulo, tão pobre que tinha muitas vezes fome. Não uses a tua condição social, pois os apóstolos também eram humildes e de baixa condição. Não invoques a tua ignorância, porque eles eram homens iletrados. Mesmo se tu eras escravo ou fugitivo, tu podias sempre fazer o que dependia de ti. Assim era Onésimo que Paulo elogiou. Serás tu de saúde frágil? Timóteo também o era. Sim, seja o que for que sejamos, não importa quem pode ser útil ao seu próximo, se ele quer verdadeiramente fazer o que ele pode.
Vês quantas árvores da floresta são vigorosas, belas, esbeltas? E contudo, nos jardins, preferimos árvores de fruto ou oliveiras cobertas de frutos. Belas árvores estéreis…, assim são os homens que apenas consideram o seu próprio interesse…
Se o fermento não levedasse a massa, não seria um verdadeiro fermento. Se um perfume não perfumasse os que estão perto, poderíamos chamá-lo de perfume? Não digas pois que é impossível teres uma boa influência sobre os outros, porque se és verdadeiramente cristão, é impossível que não se passe nada; isso faz parte da essência própria do cristão… Será tão contraditório dizer que um cristão não pode ser útil ao seu próximo como negar ao sol a possibilidade de iluminar e aquecer.









Lembra bem a carta de Tiago, onde há ênfase de que conhecer-se-ia os verdadeiros cristãos por suas obras (não que as mesmas os salvariam, mas que representam uma evidência de sua conversão verdadeira). Eis a importância do testemunho cristão na vida prática, aliando discurso e atitude.
Caro HÉLIO,
Bem lembrado! Realmente podemos traçar semelhanças.
“De que aproveitará, irmãos, a alguém dizer que tem fé, se não tiver obras? Acaso esta fé poderá salvá-lo?” (Tg 2,14)
As boas obras são natural consequência do Amor de Cristo no coração dos homens. Esse Amor, sendo infinito, não pode conter-se no coração daquele que O recebe.
Também é um sinal de conversão, além de ser culto de adoração a Deus, através do testemunho:
“Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus”. (Mt 5,16)
É um dever do cristão dar frutos e realizar obras, por Jesus Cristo:
“Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos, e então recompensará a cada um segundo suas obras”. (Mt 16,27)
“Deus não é injusto e não esquecerá vossas obras e a caridade que mostrastes por amor de seu nome, vós que servistes e continuais a servir os santos”. (Hb 6,10)
Nós não merecemos recompensa por nossas obras, não podemos ‘cobrar justiça de Deus’ (Tt 3,5) por causa delas.
Porém Deus, em sua Infinita Misericórdia e Amor, ainda assim, prometeu-nos recompensá-las!
P A X