“As securas são uma privação das consolações sensíveis e espirituais, que facilitavam a oração e a prática das virtudes. Apesar de esforços muitas vezes renovados, não se sente gosto na oração, experimenta-se nela até enfado, cansaço, e o tempo parece que não tem fim; dir-se-iam adormecidas a fé e a esperança, e a alma, privada de toda alegria, vive numa espécie de torpor; não opera já senão a golpes de vontade. É este, sem dúvida, um estado sumamente penoso; mas também tem suas utilidades. Quando Deus nos envia securas, é para nos desprender de tudo quanto é criado, até mesmo da doçura que se encontra na piedade, para aprendermos a amar a Deus só e por si mesmo. Quer também humilhar-nos, mostrando-nos que as consolações nos não são devidas, antes são favores especialmente gratuitos. Com elas também nos purifica mais, tanto das faltas passadas como das afeições presentes e de qualquer inclinação egoísta…”
(Ad Tanquerey, Compêndio de Teologia Ascética e Mística, 925 e 926).









