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ESPIRITISMO X FÉ E RAZÃO

Abril 11, 2008 por José Roldão

michaelEspiritismo e Fé

Por D. Boaventura Kloppenburg

Muitos pensam que espiritismo e catolicismo são compatíveis e até complementares. A verdade, entretanto, é bem outra. Neste trecho tirado do livro Espirismo e Fé, D. Boaventura Kloppenburg mostra claramente as discrepâncias entre a doutrina espírita e a doutrina de Cristo.

COMO SURGIU O ESPIRITISMO

A prática da evocação dos falecidos para deles receber conhecimentos, chamada também “necromancia” (do grego nekrós=falecido e manteia=adivinhação), é antiga. Mas o seu aproveitamento sistemático, denominado “espiritismo”, vem do século passado.

Surgiu primeiro nos Estados Unidos, em torno dos estranhos acontecimentos de Hydesville com as irmãs Fox, a partir de 1848 (1). Mas já um ano antes, em 1847, aparecia nos Estados Unidos uma obra mediúnica de Andrew Jackson Davis e outra na França, de Louis Alphonse Cahagnet, do grupo dos “magnetizadores” de Paris, que se serviam de “sonâmbulos” (assim eram então denominados os médiuns) para receber revelações do além-túmulo. Em 1856, o mesmo Cahagnet publicava em Paris Révélations d´outre-tombe, com mensagens ditadas, segundo pretendia, pelos falecidos Galileu, Hipócrates, Franklin e outros.

(1) Certa noite, o pastor protestante John Fox, sua esposa e as duas filhas, Margaret e Katie, estavam a conversar sobre estranhos fenômenos de assombração. Catarina, então, produziu estalos com os dedos; notaram todos que alguém os repetia. Por sua vez, Margarida produziu estalos e encontrou eco. Apavorada, a sra. Fox perguntou: “É homem ou mulher que está batendo?”, mas não obteve resposta. Insistiu então: “É espírito? Se é espírito, bata duas vezes”. Produziram-se duas breves pancadas. Concluiu, assim, que um espírito “desencarnado” estava em comunicação com a família, e as “sessões” de comunicação por esse método continuaram. Mais tarde, os adeptos das irmãs Fox encontraram em Andrew Jackson (1826-1910) um organizador, que estruturou as clássicas sessões com médiuns, a evocação em torno de uma mesa etc. … No entanto, em 1888 Margaret e Katie retrataram-se de maneira repetida, pública e solene, confessando que tinham recorrido a truques e fraudes para produzir as pancadas (veja-se New York Herald de 27.05.1888 e 10.09.1888, e The World de 22.10.1888). As notas deste artigo não aparecem no livro impresso (N. do E.).

Foi neste ambiente interessado no “magnetismo animal” imaginado pelo médico austríaco Franz Anton Mesmer (1733-1815), instalado em Paris desde 1778, que nasceu o “espiritismo”. Esta palavra foi proposta por Hippolyte Léon Denizard Rivail (1804-1869), mais conhecido pelo seu pseudônimo de Allan Kardec, o codificador sistemático de um tipo especial de espiritismo conhecido também como “kardecismo”.

Este é o espiritismo dominante no Brasil.

Allan Kardec (isto é, Denizard Rivail) era de família católica. Com a idade de 10 anos foi enviado a Yverdun, Suíça, ao Instituto de Educação dirigido pelo conhecido pedagogo Pestalozzi, protestante calvinista e liberal, que identificava religião com moralidade. Lá esteve o jovem Rivail até 1822, quando foi a Paris, onde se dedicou então ao ensino e publicou vários livros pedagógicos e didáticos. De boa formação geral e cultural, era metódico, lógico e claro na exposição das suas idéias. Conhecia também o alemão e o inglês e trabalhava como tradutor. Bom matemático, atuou ainda como contabilista. Casou-se em 1826 com Amélie Gabrielle Boudet, nove anos mais velha e de boa situação financeira. Não teve filhos.

Mas Alan Kardec não era particularmente versado em religião e muito menos em teologia. Em maio de 1855, começou a interessar-se pelo fenômeno das “mesas girantes e falantes”, nascido nos Estados Unidos, e aceitou a teoria da presença e atuação de “espíritos” ou almas dos falecidos nos movimentos de mesas, cestas e outros objetos usados pelos “sonâmbulos” dos “magnetizadores”. E já dois anos depois, no dia 18 de abril de 1857, publicou O Livro dos Espíritos. Este dia 18 de abril de 1857 é considerado pelos espíritas como o dia da fundação do espiritismo.

O Livro dos Espíritos é a obra fundamental da codificação da doutrina espírita, com o seguinte subtítulo: “Princípios da doutrina espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da Humanidade – segundo os ensinos dados por espíritos superiores com o concurso de diversos médiuns – recebidos e coordenados por Allan Kardec”.

Outra obra básica de Allan Kardec para a prática do espiritismo foi publicada em 1861: O Livro dos Médiuns, com o subtítulo “Guia dos médiuns e dos evocadores”. Note-se aqui a palavra “evocadores”, indicando assim a função determinante da “evocação” para o espiritismo.

Além destes dois livros básicos, Allan Kardec ainda escreveu e publicou O Evangelho segundo o Espiritismo (em 1864), que é a sua obra mais difundida no Brasil, já com cerca de dois milhões de exemplares. Publicou também O Céu e o Inferno (em 1865) e A Gênese (em 1868). Depois da sua morte, em 1869, mais alguns textos inéditos foram publicados como Obras Póstumas. Em 1858, Allan Kardec começou a publicar a sua Revue Spirite (“revista espírita”), que deixou de aparecer com este título em 1976.

O espiritismo codificado por Allan Kardec foi introduzido no Brasil ainda em vida do codificador, a partir de 1865. Em 1884, foi fundada a Federação Espírita Brasileira (FEB), tendo desde então como órgão oficial a revista Reformador, palavra que revela um programa.

CONVERGÊNCIAS E DIVERGÊNCIAS

Há muitas coisas em comum entre catolicismo e espiritismo. Católicos e espíritas concordam em professar que o mundo não é só matéria; que Deus existe e é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom; que Deus criou o universo, que abrange todos os seres animados e inanimados, materiais e imateriais; que os seres materiais constituem o mundo visível ou corpóreo e os seres imateriais o mundo invisível dos espíritos; que os valores do espírito são superiores aos da matéria; que o ser humano não é só matéria; que temos uma alma de natureza espiritual; que esta alma não morre quando se separa do corpo no momento do desenlace; que depois da morte a nossa alma continua viva e consciente; que a vida depois da morte depende do modo como aproveitamos a vida agora no corpo (2).

(2) O homem se comporia, de acordo com a doutrina espírita, de alma ou espírito, perispírito e corpo. O espírito seria a sede da inteligência, da vontade e da consciência moral. A alma se acharia encarnada num corpo, que viria a ser “o alambique no qual o espírito tem que entrar para se purificar”. E o perispírito seria um “envoltório” fluido, leve e imponderável para a alma, que serviria de intermediário entre o espírito e o corpo. É preciso comentar, a este respeito, que o corpo e a alma formam uma unidade, e que o conceito do corpo como uma espécie de roupagem temporária, embora difundido, é profundamente contrário ao bom senso. A doutrina do perispírito, essencial para a interpretação espírita dos fenômenos mediúnicos (como os “ectoplasmas”, isto é, as representações espaciais de pessoas ou objetos ausentes; a “telecinese”, movimentação de objetos materiais à distância; a “escotografia”, fotografia de imagens de supostos mortos etc.), carece de confirmação seja por parte das grandes tradições filosófica, seja da ciência moderna, e mais vale considerá-la com certa reserva. Mesmo a parapsicologia ainda parece estar em seus primeiros passos, e não parece resolver satisfatoriamente essas questões (N. do E.).

Católicos e espíritas estão de acordo também em afirmar que os falecidos não rompem seus laços com os que ainda vivem nesta terra; que no mundo do além nem todos são iguais; que há espíritos perfeitos que vivem com Deus; que estes espíritos nos podem socorrer e ajudar; que há espíritos imperfeitos e até maus que assim se fizeram por próprio arbítrio; que estes nos podem perturbar e prejudicar.

Católicos e espíritas proclamam e reconhecem a extraordinária figura de Jesus Cristo (3); que Jesus nos ensinou o caminho do bem e da salvação; que as leis morais do Evangelho são excelentes; que Jesus insistiu principalmente na caridade; que fora da caridade não há salvação; que devemos fazer o bem e fugir do mal; que há pecados e vícios que devem ser evitados; que os pecados devem ser expiados; que a virtude será premiada depois da morte.

(3) Para Kardec, porém, Jesus Cristo não passaria de um espírito muito evoluído através das suas sucessivas reencarnações (ver abaixo). Deus teria enviado o espírito de Jesus à terra não já para purificar-se, mas para ensinar aos homens deste planeta pouco evoluído o caminho do bem e do amor. Jesus teria sido “o maior dos enviados de Deus”, e somente nesse sentido poderia ser chamado Deus. Ter-se-ia tornado pela sua missão o “governador espiritual deste planeta”. Os espíritas não podem ser chamados de cristãos, uma vez que não reconhecem a divindade de Cristo (N. do E.).

Católicos e espíritas aceitam outrossim que os espíritos do além podem manifestar-se ou comunicar-se perceptivelmente conosco. Ambos admitem dois tipos de manifestação dos espíritos: as espontâneas e as provocadas. Por manifestações espontâneas entendem as que têm a sua origem ou iniciativa no além, como foi, por exemplo, o caso que nos é narrado pelo Evangelho de São Lucas (1, 26-38): o anjo Gabriel foi enviado por Deus a Maria de Nazaré para comunicar-lhe que ela seria a mãe de Jesus. Por manifestações provocadas entendem as que têm a sua iniciativa no aquém, como foi, por exemplo, o caso que nos é relatado pelo primeiro livro de Samuel (28, 3-25): a pedido do rei Saul, a necromante de Endor evoca a alma do falecido Samuel, que então comunica ao rei os castigos divinos.

Mas é neste ponto que começa uma primeira divergência fundamental entre católicos e espíritas: os católicos admitem de bom grado as manifestações espontâneas que nos são oferecidas por iniciativa da bondade de Deus, mas consideram divinamente proibidas as manifestações provocadas pelo homem mediante o processo da evocação; e os espíritas transformam precisamente esta evocação dos falecidos em meio principal para as suas novas revelações do além.

O espiritismo se especifica, caracteriza e define por sua prática das manifestações provocadas das almas ou espíritos dos falecidos, para deles receber mensagens ou algum tipo de ajuda. A evocação dos falecidos constitui a essência do espiritismo. Sem a evocação não há espiritismo. E a evocação é a fonte principal de seus conhecimentos específicos ou da sua doutrina.

Há ainda uma segunda discordância fundamental entre católicos e espíritas: a questão da reencarnação. Os católicos crêem na unicidade da vida terrestre; e os espíritas anunciam a pluralidade das reencarnações. Este desacordo tem em si tantas conseqüências lógicas, sobretudo no modo de conceber a salvação eterna, que conduz de fato a dois corpos doutrinários frontalmente discrepantes e opostos entre si de modo irreconciliável.

Em resumo: apesar das numerosas convergências entre católicos e espíritas, há duas palavras que marcam a separação e caracterizam o espiritismo: evocação e reencarnação.

A PROIBIÇÃO DIVINA DA EVOCAÇÃO

Vimos que a evocação ou a manifestação provocada das almas dos falecidos, que são os “espíritos” do espiritismo, especifica, caracteriza e define o movimento suscitado por Allan Kardec. Sem evocação não há espiritismo. A evocação é a base da doutrina codificada por Allan Kardec.

Entretanto, a evocação não foi inventada por Allan Kardec. A sua prática já era conhecida nos tempos do Antigo Testamento. As gentes no meio das quais vivia o povo judeu a conheciam e praticavam abundamentemente. Mas o próprio Deus proibiu então severamente a evocação. Os textos são abundantes. Basta ler Êxodo 22, 17; Levítico 19, 31; Levítico 20, 6; Levítico 20, 27; Deuteronômio 18, 10-14; 2 Reis 17, 17; 2 Reis 21, 6; Isaías 8, 19-20 e, de maneira particular, 1 Samuel 28, 3-25.

Vejamos Deuteronômio 18, 10-14:

Que em teu meio não se encontre alguém que faça presságios, oráculos, adivinhações ou magia, ou que pratique ncantamentos, interrogue espíritos ou adivinhos, ou evoque os mortos; pois quem pratica essas coisas é abominável a Iahweh, e é por causa dessas abominações que Iahweh teu Deus os desalojará em teu favor. Tu serás íntegro para com lahweh teu Deus. Eis que as nações que vais conquistar ouvem os oráculos e adivinhos. Quanto a ti, isso não te é permitido por Iahweh teu Deus.

A proibição divina é clara, repetida, enérgica e severíssima.

Este mandamento divino não foi revogado na Nova Aliança. Basta ler Atos dos Apóstolos 13, 612; 16, 16-18; 19, 11-20. Neste último texto, descreve-se a atividade e a pregação de Paulo em Éfeso, com um resultado surpreendente: Muitos daqueles que haviam crido vinham-se confessar e revelar as suas práticas. Grande número dos que se haviam dado à magia amontoavam os seus livros e os queimavam na presença de todos. E estimaram o valor deles em cinqüenta mil peças de prata. Deviam ser muitos os livros de magia! O fato de eles terem queimado esses livros só se explica se admitirmos que o Apóstolo falou fortemente contra tais práticas.

Na carta aos Gálatas (5, 20-21), declara o mesmo Apóstolo que os que se entregam à magia não herdarão o Reino de Deus. E São João, no Apocalipse, revela que a parte dos magos se encontra no lago de fogo e enxofre (21, 8); e que, na hora do julgamento, eles ficarão de fora da Cidade Eterna (22, 15).

Posteriormente, a Igreja sempre se manteve fiel a esta rigorosa interdição divina de evocar os falecidos. No último Concílio, o Vaticano II, na Constituição Lumen Gentium (1964), temendo que a doutrina sobre a nossa comunicação espiritual com os falecidos pudesse dar azo a interpretações do tipo espiritista, acrescentou ao texto a nota no. 2 “contra qualquer forma de evocação dos espíritos”, coisa que, segundo esclareceu a Comissão teológica responsável pela redação do texto, nada tem a ver com a “sobrenatural comunhão dos santos”.

A Comissão definia então mais claramente o que se proíbe: “A evocação pela qual se pretende provocar, por meios humanos, uma comunicação perceptível com os espíritos ou almas separadas, com o fim de obter mensagens ou outros tipos de auxílio”.

É exatamente isso o que o espiritismo pretende fazer.

O Concílio Vaticano II remete-nos então a vários documentos anteriores da Santa Sé, principalmente à declaração de 4 de setembro de 1856 e à resposta de 24 de abril de 1917. Na declaração de 4 de agosto de 1856, precisamente quando o católico Allan Kardec se iniciava na arte da evocação, era repetida a interdição de “evocar as almas dos mortos e pretender receber as suas respostas”.

No documento de 24 de abril de 1917 também se declarava ilícito “assistir a sessões ou manifestações espiritistas, sejam elas realizadas ou não com o auxílio de um médium, com ou sem hipnotismo, sejam quais forem estas sessões ou manifestações, mesmo que aparentemente simulem honestidade ou piedade; quer interrogando almas ou espíritos, ou ouvindo-lhes as respostas, quer assistindo a elas com o protesto tácito ou expresso de não querer ter qualquer relação com espíritos malignos”.

Esta é a orientação da Igreja.

Mas a Igreja, por seu magistério oficial, nunca se pronunciou nem sobre a verdade histórica ou autenticidade, nem sobre a natureza, nem sobre a causa dos fenômenos mediúnicos ou próprios do espiritismo. Por isso:

a) nenhuma das várias interpretações propostas sobre a natureza ou a causa dos fenômenos mediúnicos – nem mesmo a interpretação espírita – foi censurada, rejeitada ou condenada oficialmente pela Igreja;

b) não corresponde à verdade dizer que a Igreja endossa oficialmente a interpretação que vê nos fenômenos mediúnicos uma intervenção preternatural do diabo;

c) jamais a Igreja proibiu o estudo ou a investigação científica dos fenômenos mediúnicos. O católico não está absolutamente proibido de estudar a metapsíquica ou a parapsicologia.

O que a Igreja faz, fez e continuará a fazer, por ser esta a sua missão específica, é recordar o mandamento divino que proíbe evocar os falecidos ou outros espíritos quaisquer. Esta proibição vem de Deus, não da Igreja, que não tem nem autoridade nem competência para modificar ou revogar uma lei, determinação ou proibição divina.

Para resolver a questão moral da prática do Espiritismo, pouco importa saber se os espíritas de fato conseguem ou não evocar espíritos em suas sessões; pois se o conseguem, não há dúvida a respeito da evocação e, por conseguinte, da desobediência; se não o conseguem, é certo que eles têm ao menos a intenção, o propósito ou a vontade deliberada de evocar e, portanto, de transgredir um mandamento divino. E isto basta para um pecado formal.

É necesário observar também a diferença fundamental entre invocação e evocação: esta última sempre pretende uma comunicação perceptível provocada por iniciativa do homem; aquela é apenas uma forma de prece ou súplica. E é evidente que a invocação é um ato bom e cristão, expressão da comunhão dos santos.

A HERESIA DA REENCARNAÇAO

A suposição da reencarnação ou da pluralidade das existências, chamada também palingenesia, é certamente o ponto central de toda a doutrina espírita. Allan Kardec chega a dizer que é um “dogma” (O Livro dos Espíritos, 171 e 222).

Todo o seu pensamento gira em torno das vidas sucessivas . O progresso contínuo através da reencarnação, da “metensomatose”, como diria Platão, é o seu postulado básico. Se riscarmos de suas obras a reencarnação, sobrarão apenas cacos sem valor. Depois da sua morte, em 1870, seus amigos fizeram gravar no monumental dólmen do cemitério Père-Lachaise, em Paris, o apotema que resume a sua doutrina: “Nascer, morrer, renascer de novo e progredir sem cessar: esta é a lei”.

A palavra “reencarnação”, composta do prefixo re (designativo de repetição) e do verbo encarnar (tomar corpo), significa etimologicamente: tornar a tomar corpo. Designa a ação do ser espiritual (espírito ou alma) que, tendo já animado um corpo no passado, foi posteriormente dele separado pela morte e agora torna a informar ou vivificar um corpo novo.

Escreve Allan Kardec que “o princípio da reencarnação ressalta de muitas passagens das Escrituras, achando-se especialmente formulado, de modo explícito, no Evangelho” (O Livro dos Espíritos, n. 222). Opina mesmo que “sem o princípio da pré-existência da alma e da pluralidade das existências, são ininteligíveis, em sua maioria, as máximas do Evangelho” (O Evangelho segundo o Espiritismo, 39ª ed., p. 72). Contudo, o vocábulo “reencarnação” não ocorre nos Evangelhos.

A doutrina de Kardec acerca da reencarnação, que pode ser compendiada nestas quatro proposições:

1ª) Pluralidade das existências: a nossa vida atual não é a primeira nem será a última existência corporal; já vivemos e ainda teremos que viver inúmeras vezes em corpos materiais sempre novos.

2ª) Progresso contínuo para a perfeição: a lei do progresso impele a alma para sempre novas vidas e não permite não só nenhum regresso, mas nem mesmo um estacionamento definitivo a meio caminho, e muito menos comporta um estado definitivo de condenação sem fim (inferno): mais século, menos século, todos chegarão à perfeição final de espírito puro.

3ª) Conquista da meta final por méritos próprios: em cada nova existência, a alma avança e progride na proporção dos seus esforços; todo o mal cometido será reparado com expiações pessoais, sofridas pelo próprio espírito em novas e difíceis encarnações (lei do carma).

4ª) Definitiva independência do corpo: na proporção em que avança na incessante conquista para a perfeição final, a alma, em suas novas encarnações, assumirá um corpo sempre menos material, até chegar ao estado definitivo, em que viverá; para sempre, livre do corpo e independente da matéria (4).

(4) A salvação decorreria, portanto, não da graça de Deus nem dos méritos obtidos por Cristo, mas do esforço pessoal de cada indivíduo que procure purificar-se do “pecado original”, ou seja, dos pecados cometidos em encarnações anteriores. Uma vez livre das reencarnações, o espírito do indivíduo passará a gozar de felicidade no Reino dos Céus. Os espíritas rejeitam peremptoriamente o conceito bíblico de inferno. (N. do E.).

Sem estes quatro princípios, não há reencarnação. Quem proclama a reencarnação também afirma a pluralidade das existências terrestres, sustenta o progresso contínuo para a perfeição, garante a conquista da meta final por méritos próprios e defende uma vida definitiva independente da matéria. Mas quem nega estes pontos, quem contesta as vidas sucessivas do homem sobre a terra, a marcha irreprimível e certa para o fim supremo, a necessidade de adquirir a perfeição final só por esforços pessoais e a definitiva independência da matéria, recusará também a idéia da reencarnação (5).

(5) A teoria da reencarnação contraria o senso comum, uma vez que não experimentamos o corpo como algo que “temos”, mas algo que “somos”; não conservamos o menor vestígio de lembrança quer da preexistência no mundo dos espíritos, quer das vidas passadas. Ninguém pode dizer que pecados cometeu numa encarnação anterior, e muito menos que deve expiá-los na vida presente; portanto, estaríamos pagando por faltas que ignoramos, o que não é pedagógico. Histórica e logicamente, a teoria da transmigração das almas nasce de uma visão excessivamente materialista e imaginativa do que seja o espírito; e sobretudo é um recurso que permite eludir, ao menos aparentemente, a dura verdade de um castigo eterno para quem se empenha em contrariar a sua consciência. O inferno parece, assim, confortavelmente suprimido por decreto. Mas, sobretudo, o reencarnacionismo contraria a Revelação: todo o Evangelho presume que só há uma vida, e que receberemos o prêmio ou o castigo eternos, na alma e no corpo, pelo que tivermos feito nesta vida. E a Epístola aos Hebreus o afirma expressamente: Está estabelecido que os homens morrem uma só vez, e depois disso vem o juízo (9, 27).

Publicado em Apologética, Bíblia, Esoterismo, Espiritismo, Fé e Razão, Hereges, Heresias, Mandamentos, New Age, Ocultismo, Paganismo, Pecado, Relativismo, Religião, Umbanda, Wicca, Xamanismo | 26 Comentários

26 Respostas

  1. em Abril 22, 2008 às 6:00 am Paulo

    Excelente artigo


  2. em Maio 21, 2008 às 4:58 pm lais

    “o codificador sistemático de um tipo especial de espiritismo conhecido também como “kardecismo”.

    Na segunda metade do século XIX, o pedagogo francês Denizard Rivail que se utilizou, por instruções espirituais, do pseudônimo de Allan Kardec, quando codificava a Doutrina dos Espíritos, resolveu associar aos adeptos da nova doutrina – que ia um pouco além da Espitualista, acreditando na individualidade do espírito após o desenlaçe corporal e no seu retorno ao plano físico – denominando-os Espíritas ou Espiritistas.
    O Espiritismo nasce então, com base nas idéias dos Bons Espíritos porém com forte apoio intelecto-científico deste notável ser. Kardec no entanto deixa bem claro que
    “a doutrina é dos Espíritos” e não tinha interesse algum em torná-la seu dono.
    Não devemos esquecer que, antes deste período, os povos africanos, assim como outras civilizações em todo o mundo
    - que foi o que deu sustentabilidade as pesquisas de Rivail – tentavam estabelecer contato com seus ancenstrais já falecidos com práticas evocativas atravéz de rituais religiosos, aos quais formaram as diversas religiões originárias da África.
    No Espiritismo que Kardec organizava o corpo doutrinário, a espiritulidade dizia não estar de acordo com as Leis Divinas, as muitas evocações de interesses meramente materiais ou de curiosidades, exortando então as comunicações sérias que seriam espontâneas.
    Foram extintas as Mesas Brancas do meio Espírita, que eram assim conhecidas por manifestarem boas intenções, porém evocativas e curiosas.
    A seu tempo, nos foi enviada a Doutrina Consoladora, para que a humanidade compreenda as verdades dos céus.
    Paz e Bençãos em seu coração!


  3. em Maio 21, 2008 às 6:28 pm José Roldão

    LAÍS,

    O espiritismo é obra do engano sim, e JUSTO por isso não é Obra de Deus.

    Conheça o Cristo, e tente ler a Bíblia, mas a Bíblia Verdadeira, e não essa que o Kardec inventou e chamou de Evangelho Segundo o Espiritismo. Se ler esta, claro que vai achar e dizer isso, que o espiritismo é a doutrina de Cristo.

    Ou não sabia que esse falso evangelho foi inventado justo pra te enganar a respeito do Cristo?

    Agora…

    Se ler (estudar) a Bíblia Verdadeira…

    Vai ter uma revelação sim: que deve sair correndo e colocando os joelhos no chão, implorando perdão a Deus por tê-Lo desprezado tanto!

    Que Jesus envie Seu Espirito da Verdade, o Espírito Santo, que é Deus, para retirar a venda de seus olhos.


  4. em Maio 21, 2008 às 9:22 pm vanderley

    O Espiritismo não surgiu com o Alan Kardec, é bem mais antigo, ele já existia na Babilônia e outras partes.

    Por isso temos a sua condenação já nos primeiros capitulos da Biblia.

    A necromancia (comunicação e evocação dos mortos) tem inúmeras condenações.

    Na verdade é mais um disfarce do demônio para enganar os incautos.

    Ele procura de todos as formas enganar o povo, ele é mentiroso por excelência.

    Como cristão não podemos de forma alguma aceitar o espiritismo porque le nega a salvação e a redenção (entre outras coisas) que Jesus nos trouxe.


  5. em Junho 10, 2008 às 5:35 pm suelen

    gostária de saber masi sobre a vinda de jesus a terra novamente , isso é um assunto que me entriga muito e que me parece ser do enteresse de todos e tambem gostária de informações de como satanás interfere em nossa vida !!!?


  6. em Julho 8, 2008 às 10:01 pm AMADA

    Gostaria de ressaltar a paternidade universal de Deus.Ele não é só Pai dos católicos e evangélicos.Como criador é pai de toda criatura.Portanto como criaturas somos todos seus filhos, inclusive os nossos irmãos espiritas.Deixemos de lado nossas diferença e vamos nos concentrar no que temos em comum: O AMOR DE DEUS PAI. QUE POSSAMOS AMAR NOSSOS IRMAOS,COMO ELE NOS AMA. A PAZ DO SENHOR PARA TODOS.


  7. em Agosto 29, 2008 às 12:05 am Paloma

    Em primei lugar O evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec Não é uma bíblia e sim um peque no resumo com suas interpretações para que todos possamos entender.Em segundo lugar a religião espirita é mais pura e bonita pois mostra realmente o lado bom de Deus,o lado do pai misericordioso que da chances aos seus filhos para que todos cresçam e vivam em plena harmonia.E terceiro e último, eu acho que vocês não tem motivos convicentes para uma pessoa adquirir sua religião e mete o pau nas outras principalmente naquelas que ajudam as pessoas .


  8. em Agosto 29, 2008 às 12:55 am José Roldão

    PALOMA,

    EM PRIMEIRO LUGAR:
    o evangelho ’segundo o espiritismo’ é uma tremenda de uma deturpação do verdadeiro sentido do Novo testamento. É manipulaçao barata, de muito fácil refutação e imensamente pobre de argumentação. É uma tristeza de tão fracos que são os argumentos! A única coisa que você vai fazer, lendo isso, é embotar seu entendimento, perder sua razão. FUJA DESSA FALSIFICAÇÃO BARATA QUE É O EVANGELHO ‘SEGUNDO O ESPIRITISMO!

    EM SEGUNDO LUGAR:
    É justo essa falsa ‘pureza’ e essa falsa ‘beleza’ que seduzem. Acha mesmo que por ser ‘belo’ e ‘puro’ a coisa é sempre boa? Acha que vale a pena essa beleza (nem sei onde viu isso) e essa pureza (precisa estudar o sentido dessa palavra, urgentemente) para chegar ao ponto de ir CONTRA DEUS E SEUS MANDAMENTOS? Vale a pena mesmo?

    EM TERCEIRO LUGAR:
    Uma religião assim, contra Deus e contra a Bíblia, não pode ajudar as pessoas. Pelo contrário! Bater de frente com Deus só pode fazer mal! PARECE O BEM, MAS NA VERDADE FAZ MAIS MAL DO QUE BEM!

    O espiritismo não acredita que JESUS É DEUS.

    SÓ ISSO JÁ É UM DOS PIORES MALES! ISSO É TERRÍVEL!

    Abandone essa ilusão do espiritismo!

    P A X


  9. em Agosto 29, 2008 às 9:43 pm vanderley

    Cara Paloma

    O Espiritismo é demoníaco.

    Totalmente anti-cristão.

    O espiritismo nega pelos menos 40 verdades da fé católica.

    O mentiroso, o lobo, o enganador é mestre em enganar,falsear,dissimular.

    Pense bem:

    Deus é criador. Para que ele vai “reciclar almas” .

    Ele nos criou como seres únicos, diferentes cada um do outro.

    Ele enviou Jesus para nos salvar.

    E através de sua Igreja, nós temos os seus Evangelhos (quatro): Mateus, Marcos, Lucas e João.

    O do Kardec. é falso. Jogue fora. (o Kardec era um apóstolo do mentiroso).

    Voce pode ajudar as pessoas sendo cristão. Não é necessário ser espírita para isso.

    Fuja do lobo. ( enquanto voce pode)

    Fique com Deus.


  10. em Setembro 2, 2008 às 5:30 pm Markynhu

    apagou meu post??? naum tem agurmentos???
    aff…


  11. em Setembro 3, 2008 às 12:15 am José Roldão

    MARKYNHU,

    Pelo amor de Deus!!!

    Isso aqui é um lugar sério!

    Argumentar o quê?

    O que publicou está nas minha lista dos maiores absurdos e falsidades históricas que recebo.

    Estude história! Só um tiquinho!

    É cada uma que me aparece…


  12. em Setembro 3, 2008 às 5:33 pm franc1968

    Por que o Espiritismo encontra tantos “fiéis” em nosso amado Brasil? Porque o brasileiro tem uma educação de baixa qualidade.
    O Espiritismo é cheio de furos lógicos. A própria origem da doutrina espírita (o caso das irmãs Fox) é uma história ridícula de tão suspeita e absurda. Pior que isso só a origem do adventismo…
    Se as pessoas tivessem um pouco mais de senso crítico, usassem mais a razão, que é um dom divino, o espírita seria um ser em extinção.


  13. em Setembro 4, 2008 às 8:01 pm Markynhu

    Francamente…. Historia??? Historia conforme a teoria critica??? Onde a religiao eh apontada como opio do povo?? Aparato aliador da elite??? Onde a Igreja massacra e mata em nome da fe??? Francamente….francamente meu carro…Acho que quem esta precisando de estudar historia eh vc… alias… esse blog eh unilteral e fanatico… claro que vc naum ia deixar meu post ai…


  14. em Setembro 4, 2008 às 8:19 pm José Roldão

    MARKYNHU,

    Uma coisa este blog é: INTRANSIGENTE COM A VERDADE.

    O resto pode até conter vestígios da verdade, mas a Verdade plena só se encontra em um lugar: na Igreja de Nosso Senhor, a Igreja Católica.

    Veja como sou intransigente…


  15. em Outubro 1, 2008 às 10:23 am Eduardo HSM

    Caro irmão José Roldão, o que dizes é tão simplório, que pesso a DEUS, ter a oportunidade de encontrar-te, quando nós dois já tivermos desencarnado, pois farei-lhe a seguinte pergunta: onde esteves todo este tempo meu irmão?
    Doutrina espirita não é obra de DEUS? É um engano?
    Se o que ela prega é viver pelo BEM,AMOR E CARIDADE, pretendo viver enganado!
    Onde está sua prática da caridade, ou sua fé é somente verbal? Se és caridoso não critique, viva sua fé, ajude ao próximo. Defendes tanto o que o amado Mestre JESUS nos trouxe, on está escrito que ele criticou ou julgou quem quer que seja?
    Seja verdadeiramente um cristão, trabalhe para o bem e pelo bem, pois somos todos irmãos, não é?
    MUITA PAZ E MUITA LUZ!


  16. em Outubro 1, 2008 às 12:48 pm José Roldão

    Caro Eduardo HSM,

    Os pontos que desbancam o espiritismo são tão simples, tão primários, que levo o seu modo de me chamar “simplório” como um elogio. Provavelmente, por não compreender o que foi escrito no artigo (se o leu) ou não querer mudar por força da Verdade, mas manter-se na facilidade, vai confundir os significados (voluntária ou involuntariamente) e achar que ser simples na argumentação é o mesmo que ser “simplório”.

    Um bem só é um Bem, o amor só é Amor, a caridade só é Caridade, quando se está sob a Verdade, que é Jesus Cristo.

    Sem isso, o que muitas vezes ocorre, é que o que parece bem causa muito mal ou leva ao erro, o que é oposto a Cristo.

    Ele, Jesus, é o Caminho, a Verdade e a Vida.

    Os espíritas não acreditam em Jesus.

    Não em Jesus de fato, aquele que nos deixou sua Boa Nova. Adaptaram o nome Jesus a um personagem que criaram e que, impressionantemente, contradiz o Verdadeiro.

    O Espiritismo é contradição e irracionalismo. Jesus não pode ser o responsável disto. Os homens, ansiosos por serem eles mesmos deuses, responsáveis únicos por sua própria salvação, criam sistemas, muitas vezes frágeis, para que possam sustentar suas imaginações exarcebadas.

    Não utilizo o termo e o significado de “desencarnado”, mas gostaria muito de, quando chegar o momento de estar no céu, com a misericórdia de Deus, pois não mereço, encontrá-lo lá. Para que estejamos lá, os dois, precisamos seguir a Cristo. Simples e complicado, pois somos burros e fracos. Só com a Graça de Deus e muita perseverança mesmo.

    Até lá, rezo para que descubra, finalmente, que essa vida é sua única chance de estar lá, “Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo,” (Hb 9,27).

    P A X


  17. em Outubro 2, 2008 às 11:36 am Eduardo HSM

    Caro irmão Roldão, devo pedir-lhe desculpas pela palavra “simplório”, mas continuo a pedir-lhe que siga seu caminho, não jugues, não atires a 1ª pedra, quem somos nós para agirmos como, somente nosso Criador pode.
    Como você mesmo escreveu “Um bem só é um Bem, o amor só é Amor, a caridade só é Caridade, quando se está sob a Verdade, que é Jesus Cristo”. Então pergunto-te,
    vives em CRISTO? Você continuas baseando sua vida em julgar em apedrejar… Vá e viva sua fé. Não tenho a pretenção de convencer-te, e se vivo um engano, nosso PAI irá julgar-me e serei responsabilizado pela escolha.
    Viva sua escolha da melhor maneira, fassa o bem em CRISTO, que eu estarei fazendo o mesmo da forma que consigo.
    Você demonstras tanta força de vontade defendendo o que acreditas, imagine usando todo este potencial na seara do bem, sem olhar a quem.
    Essa é minha ultima comunicação com você, vamos trabalhar para termos um Mundo melhor. Ajudemos nosso próximo. O caminho é longo e temos pouco tempo!

    A maior ignorância é a que não sabe e crê saber, pois dá origem a todos os erros que cometemos com nossa inteligência. (SÓCRATES).
    Tão surpreendente quanto a naturalidade das pessoas em emitirem juízo sobre algo que pouco sabem, é seu desinteresse em melhor informarem-se. (LOEFFLER).
    Se não se convencem pelos fatos, menos o fariam pelo raciocínio. (KARDEC).

    Que o meigo Rabi da Galileia o abençõe! Muita paz e muita luz, meu irmão!


  18. em Outubro 3, 2008 às 9:24 am franc1968

    Eduardo HSM,
    entro na conversa com a seguinte constatação: o espírita é, acima de tudo, um soberbo. O seu discurso, aparentemente manso, esconde uma soberba gritante: com palavras doces, você tenta desqualificar o mantenedor deste blog. Cita Sócrates (ou seria uma frase póstuma de “Sócrates”?), Loefler (idem) e Denizard Rivail para dizer que o “pobre” Roldão nada sabe sobre as “maravilhas” do Espiritismo.
    “Raça de víboras!”, disse o “meigo” Rabi da Galiléia contra os doutores da lei que deturpavam a Palavra de Deus. E é isso que o Espiritismo faz: deturpa o Evangelho e leva as mentes mais fracas ao erro. O espírita, sob a capa de uma falsa humildade, na verdade se considera superior aos outros, pois acredita ter a verdade. Continuo insistindo: o Espiritismo é ridículo em suas argumentações. Em um debate sério, é muito fácil refutar os conceitos espíritas.
    Com quem carrega a soberba no coração é difícil conversar…


  19. em Outubro 7, 2008 às 9:46 am Eduardo HSM

    Caro Irmão franc1968, pelo que já estudei sobre nosso irmão maior, Mestre JESUS, ele tentou nos ensinar a mansuetude, a vida em paz, o amor, verdadeiro, entre nós criaturas de DEUS. Ele viveu entre nós com palavras mansas, calmas, e com um enorme amor, mesmo assim foi caçado, apedrejado e incompreendido… mas continuou amando…

    Estude um pouco sobre Sócrates, ele não era espirita não causará repulsa em você, mas o ensinará muito.
    Fico feliz em ter outro irmão com , tanta força de vontade, como você, pois quando estivermos todos parado de julgar ou apontar erros e acertos uns nos outros, seremos muitos no caminho da caridade e aixílilio ao próximo.
    Mesmo que não acredites, foi muito bom comversar com você.
    Que o meigo Rabi da Galileia o abençõe! Muita paz e muita luz, meu irmão!


  20. em Outubro 7, 2008 às 9:47 am André costa

    ô Irmão, sois tão racional e fiel defensor do cristianismo católico, como concilias o Espirito santo com as pessoas queimadas na “santa’ inquisição católica, com todo o processo de detecção de “hereges” por meio da tortura … dizes que o espiritismo codificado por Kardec é “primário”, quero ver com que argumento superior e evangélico irás torçer as coisas de tal modo que a inquisição católica pareça, ao menos aos olhos dos que acham “primitivo” o espiritismo codificado por Alln Kardec, uma série de atos de bondade e caridade católicas ….

    sem mágoas , um irmão espírita …


  21. em Outubro 7, 2008 às 10:19 am André costa

    é certo, e peço desculpas, fui movido por certa soberba e orgulho pessoal, ao ver a doutrina espírita, que professo, ser tão destratada … que sejamos mais tolerantes uns com os outros, respeito a fé católica-cristã, os seus tesouros de espiritualidade cristã autêntica, num são francisco de assis, num São João da Cruz, entre outros exemplos … sou espírita, mas por sê-lo, não sou melhor do que o Roldão, ou qualquer outro católico, não sou melhor do que ninguém,respeito a todos e suas sinceras convicções … Deus nos – e vos – ilumine …


  22. em Outubro 8, 2008 às 8:56 am franc1968

    André Costa, prazer em conhecê-lo:
    O que a Inquisição tem a ver com o assunto? Por que agitas esse espantalho, essa velha acusação contra o Catolicismo? Para se defender precisas atacar?
    Vê-se que a ignorância espírita gera frutos podres com muita facilidade. Aqui no blog do Roldão eu não vejo o espiritismo ser “destratado”. O que ocorre aqui é o questionamento. O que se denuncia aqui é a completa incompatibilidade entre Catolicismo (a. k. a. Cristianismo) com o Espiritismo. Se mostrar os erros espíritas é não ser tolerante, então não há a necessidade do debate, da discussão. Os argumentos aí estão. Contestem! Contestem à vontade! Mas com argumentos e não frases bonitas e filosofia de livro de auto-ajuda. Sobre Sócrates, talvez não tenhas percebido a ironia. Os espíritas adoram psicografar frases de grandes homens no além-túmulo. Pergunto se a citação socrática em questão é pré ou pós-morte. Só isso.
    Continuo insistindo: o espiritismo é doutrina oca. Sem bases.


  23. em Outubro 8, 2008 às 1:06 pm José Roldão

    Caro André Costa,

    Não se preocupe, fique tranquilo quanto ao que escreveu. Não me ofendeu nem faltou com educação.

    Possivelmente não estudou sobre a inquisição, além dos livros escolares.

    Aliás, não se fala em inquisição, isso não é correto, pois não foi UMA inquisição, mas diversas inquisições. A qual delas se refere? Sim, pois, cada uma tem seu contexto, seus mandantes, seus abusos em nome da Igreja, enfim, a coisa é bem mais complexa do que sequer supõe. Aqui no blog vai encontrar algo a respeito, e algo escrito por historiadores mesmo. Aí sim, torna-se mais coerente o comentário em uma postagem sobre o assunto da mesma.

    Aqui, no caso, não publiquei algo sobre inquisições, mas sobre o espiritismo, portanto, o assunto dos comentários, para serem mais lógicos, e não apenas artifícios de fuga do assunto, devem tratar sobre espiritismo.

    Quanto a este assunto aqui, deste post, pode colocar seus argumentos ou argumentos espíritas e estarei ao seu dispor para contra-argumentar. Fique a vontade.

    Nem precisava colocar que não se acha melhor do que eu, na verdade, nem levei para esse lado. Até mesmo por não estarmos aqui a tratar de mim e de você, mas do espiritismo.

    Quanto ao respeito, o mesmo. Respeitar uma pessoa ou um grupo delas não quer dizer ‘aceitar’ o erro, caso o mesmo seja propagado por eles.

    Acho que confundimos muito o respeito com passividade ou indiferença.

    Posso respeitar você, como pessoa humana, digna, e ao mesmo tempo emitir opiniões contrárias ou mesmo questioná-lo, criticá-lo, apontar os erros em algo que escreveu ou fez, enfim, respeito exige educação e cuidado. E posso fazer tudo isso sem, no entanto, lhe faltar com o devido respeito. Posso fazer isso até mesmo por respeitá-lo muito.

    Também existe o respeito a Verdade, a Deus, que devem estar acima de todos.

    Quanto mais eu respeito a Verdade, mais eu devo tentar torná-la acessível, mostrá-la, falar aos quatro ventos a seu respeito.

    Justo por respeito à dignidade humana é que publiquei esse artigo sobre o espiritismo, esclarecendo alguns de seus erros e contradições. Não ataquei você, como pessoa, mas ao espiritismo, como doutrina vã e sem base alguma.

    E lhe desafio, na base do respeito e buscando a Verdade, a que mostre os argumentos espíritas sobre algum ponto, aqui, nestes comentários. Pode escolher um ou dois para iniciar. Depois de publicá-los, de-nos a oportunidade de mostrar os nossos contra-argumentos.

    Isso é digno, não?

    P A X


  24. em Outubro 9, 2008 às 1:46 am José Roldão

    Eduardo HSM,

    Sinceramente?

    Lendo o conselho que escreveu, só posso deduzir uma coisa: quem precisa conhecer Sócrates URGENTEMENTE é o senhor.

    Como pode aconselhar a leitura do filósofo, como se isso fosse embasar ou esclarecer algo a respeito do espiritismo?

    Logo Sócrates?

    A leitura de Sócrates só pode levar para muito longe do espiritismo! Mas muito longe mesmo! Tão longe que nem sei!

    Outra falácia:

    Quer dizer que não devemos julgar, criticar, opinar etc?

    Tudo deve ser na base do “aceita tudo em nome do amor”, digo, esse que só pode ser um conformismo e indiferentismo disfarçado de amor?

    Quem ama corrige.

    Se um filho seu quiser atravessar a avenida mais movimentada de sua cidade de olhos vendados, justo quando estiver vindo três caminhões à 100km/h., o senhor, porque o ama, é manso, vive em paz, vai permitir que ele faça tal coisa?

    Ou será que vai segurar o seu braço e advertí-lo de que aquilo que ele quer fazer vai tirar a vida dele; talvez até impedí-lo, agarrando o braço dele e não largando mais até que desista de tal loucura suicida?

    Qual dessas duas atitudes reflete um verdadeiro amor?

    REITERO O CONSELHO: procure ler Sócrates, URGENTEMENTE!

    Está vendo? Essa mania dos espíritas de citar a filosofia chega a ser contraditória com a própria filosofia dos que cita. Aliás, só pode ser. É um desconhecimento total.

    Vou citar a mesma frase que citou, só que agora em um melhor contexto:

    «A maior ignorância é a que não sabe e crê saber, pois dá origem a todos os erros que cometemos com nossa inteligência». (SÓCRATES).

    Perdoe-me a sinceridade, mas essa chegou a doer aqui.

    P A X


  25. em Outubro 20, 2008 às 4:55 pm agnóstico da silva

    não gosto do catolicismo nem do espiritismo
    o catolicismo criou a C.I.A por meio dos jesuítas e com eles os assassinatos políticos e o espiritismo é palhaçada pura, nascida por meio de jogos em casa de burgueses entediados…….
    não existe nada, só a morte é real e nenhuma promessa de umbral ou equivalente católico além dela……todos vamos virar pó…….as melhores mangas são as que nascem nos cemitérios…………….


  26. em Fevereiro 2, 2009 às 10:23 pm L. H. Evangelista

    Meus irmãos, não nos preocupemos. Se o Mestre trouxe o fanático Saulo para a luz , que convertido em Paulo foi o maior divulgador da doutrina do Cristo nos primórdios da Boa Nova. Passando de rabino, assassino e perseguidor judeu, etc, a transformador de si mesmo pelo amor do Cristo, lembremo-nos… somos TODOS irmãos, e aquele a quem dizemos amar e dedicar-nos, nos advertiu: “Quem vive pela espada, morre pela espada”. Assim quem vive pela crítica, pela revolta, pela intolerância… pela incompreensão… deveria esperar o que?

    “Não vim para julgar” disse o divino amigo, que após os maiores sofrimentos já relatados na história da humanidade rogou PERDÃO A TODOS! compreendendo que nós homens não sabíamos o que estávamos fazendo, embora guarde eu, pessoalmente, que se nos fosse possível voltar no tempo e interrogar os algozes do Mestre, estes teriam muitos “argumentos da lei” para justificar seus atos, mesmo sendo eles mesmos condenados pela própria lei que julgavam estar defendendo. ” A letra mata, o espírito vivifica”

    Primeira revelação – Os 10 mandamentos: Não Matarás

    Segunda revelação – Jesus: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

    “Aquele que QUISER vir depois de mim, negue-se a si mesmo” Pergunto: Estaríamos nós seguindo o mestre com nossas atitudes?

    Certamente alguns de nós nos justificaríamos, e para esta atitude há também, NO EVANGELHO, orientação.

    “Ao homem tudo é lícito, embora nem tudo seja conveniente”, e uma impressão que podemos retirar dos relatos dos evangelistas é justamente de que Jesus veio para reorientar a nós todos para que deixássemos o homem vélho e nos tornássemos o homem novo, para que tomássemos o seu jugo, que é leve, e abandonássemos o jugo pesado e penoso da lei. Deixemos que “os mortos enterrem o seus mortos” e antes de tudo, conheçamos Jesus. Porque temos o dever da conversão. Se invocamos a lei, seremos julgados, por DEUS, conforme o jugo da lei, porque os judeus são nossos irmãos e foram perdoados pelo Mestre. Se invocamos Jesus seremos julgados pelo jugo leve e amoroso do Mestre amado.

    Façamos as nossas escolhas, o homem velho, julgador, severo, que matava em nome de DEUS e que carregava um fardo tão pesado que o todo poderoso compadeceu-se e enviou Jesus para revelar a Boa Nova de uma vida nova, para um homem novo, para um proceder novo.

    Converta-mo-nos em homens novos, dignos de serem chamados Cristãos.

    Paz a Todos !



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