Por Fr. Boaventura Kolpenburg
29 Set 2003
A evocação ou a manifestação provocada das almas dos falecidos, que são os “espíritos” do espiritismo, especifica, caracteriza e define o movimento suscitado por Allan Kardec. Sem evocação não há espiritismo. A evocação é a base da doutrina exposta em O livro dos Espíritos, como se afirma no próprio subtítulo: “Segundo os ensinos dados por espíritos superiores com o concurso de diversos médiuns”; e como se explica amplamente na introdução. Em 1861 Allan Kardec publicou sua segunda obra considerada fundamental: O livro dos médiuns, com este significativo subtítulo: “Guia dos médiuns e dos evocadores”. Todo o capítulo XXV é dedicado à evocação. Sua exposição neste capítulo inicia com esta afirmação: “Os espíritos podem comunicar-se espontaneamente, ou acudir ao nosso chamado, isto é, vir por evocação”.
Nestas palavras já temos uma espécie de definição do termo “evocação”: “Acudir ao nosso chamado”. Lembra em seguida Allan Kardec que algumas pessoas acham que se deve deixar de chamar por determinado espírito, pois nenhuma certeza poderíamos ter de entrarmos realmente em comunicação com o espírito desejado, já que estamos rodeados de espíritos brincalhões e galhofeiros que se aproveitariam da oportunidade para nos enganar; por isso, dizem, seria melhor fazer uma evocação muito genérica e esperar que determinado espírito se apresente então espontaneamente. Allan Kardec não nega este tipo de manifestações “espontâneas” (que, no entanto, sempre seria provocado ou produzido mediante o médium), mas não concorda com o parecer que acabara de expor: “Primeiramente, porque há sempre em torno de nós espíritos, as mais das vezes de condição inferior, que outra coisa não querem senão comunicar-se; em segundo lugar, e mesmo por esta última razão, não chamar a nenhum em particular é abrir a porta a todos os que queiram entrar. Numa assembléia, não dar a palavra a ninguém é deixá-la livre a toda a gente e sabe-se o que daí resulta. A chamada direta de determinado espírito constitui um laço entre nós e ele; chamamo-lo pelo nosso desejo e opomos assim uma espécie de barreira aos intrusos. Sem uma chamada direta, um espírito nenhum motivo terá muitas vezes para confabular conosco”.
Aí está bem claramente definido o pensamento de Kardec e o propósito espírita: chamar ou evocar diretamente bem determinado falecido para confabular conosco. Allan Kardec insiste: “Quando se deseja comunicar com determinado espírito, é de toda necessidade evocá-lo”.
Esta é base do espiritismo.
Sobre este fundamento será agora necessário fazer algumas ponderações.
1. SERÁ POSSIVEL COMUNICAR-SE COM OS FALECIDOS?
Nós cristãos católicos admitimos e proclamamos a imortalidade da alma. Cremos na sua sobrevivência consciente logo depois da separação do corpo pela morte. Acreditamos que as almas dos falecidos continuam solidárias com os que ainda vivemos nesta peregrinação terrestre. Professamos nossa fé na comunhão dos santos. Podemos comunicar-nos com os falecidos mediante a oração invocativa. [...]
Não seria possível, então, que os falecidos também se comunicassem conosco?
A doutrina cristã sobre a comunhão dos santos se refere à comunicação mútua de bens espirituais, no plano inteiramente imperceptível da fé. É certo que a Bíblia menciona várias vezes aparições perceptíveis de espíritos do além. Assim o evangelista Lucas nos relata que “o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. Entrando na casa onde ela estava, disse-lhe: ‘Alegra-te, cheia de graça, o Senhor é contigo’” (Lc 1,26-28). Jesus ressuscitado apareceu a Saulo a caminho de Damasco e falou com ele (cf. At 9). A Igreja aprovou aparições de Nossa Senhora em Lourdes e em Fátima.
Trata-se, nestes casos, evidentemente, de comunicações perceptíveis vindas do além. A fé cristã, por conseguinte, admite não somente a mera possibilidade de comunicações sensíveis, mas afirma fatos reais deste tipo de trato entre o além e o aquém.
Não devemos, porém, esquecer que Lucas nos informa que o Anjo “foi enviado por Deus”. Quem negará a Deus todo-poderoso a capacidade de enviar-nos seus mensageiros?
Quando Deus manda, a iniciativa é sua; e a conseqüente manifestação do além toma para nós um caráter espontâneo.
Bem outra é a situação quando a iniciativa é nossa, querendo nós provocar alguma conversação com entidade do além. Quem pretende provocar a manifestação de algum falecido para dele receber mensagem ou notícia pratica um ato chamado pelos antigos de necromancia, expressão que vem do grego nekrós = falecido e mantéia = adivinhação. E quem intenta comunicar-se com o além com o fim de colocá-lo a serviço do homem realiza um ato já conhecido pelos antigos como magia. Quando a esperada ação da evocada entidade do além é a favor do homem ou para o bem, chama-se magia branca, mas será sempre “magia”. E se for para o mal, será magia negra ou malefício, feitiçaria, bruxaria.
Tais comunicações provocadas do além, seja na forma de necromancia, seja na de magia (branca ou negra, pouco importa), são conhecidas também como evocação. Há diferença fundamental entre invocação e evocação: esta sempre pretende uma comunicação perceptível provocada por iniciativa do homem; aquela é apenas uma forma de prece ou súplica.
É evidente que a invocação é um ato bom e cristão, expressão da comunhão dos santos.
Mas que dizer da evocação?
Para esta pergunta recebemos da revelação divina resposta clara e insistente:
Êxodo 22,17: “Não deixarás viver os feiticeiros”. Aqui, a palavra “feiticeiros” engloba todos aqueles que praticam qualquer tipo de evocação: necromantes e magos, sem excluir os que se entregam à magia branca. Deviam ser condenados à morte.
Levítico 19,31: “Não vos voltareis para os necromantes nem consultareis os adivinhos, pois eles vos contaminariam. Eu sou Iahweh, vosso Deus”.
Levítico 20,6: “Aquele que recorrer aos necromantes e aos adivinhos para ter comunicação com eles, voltar-me-ei contra esse homem e o exterminarei do meio de seu povo”. Portanto são condenados também aqueles que simplesmente consultam os necromantes.
Levítico 20,27: “O homem ou a mulher que entre vós forem necromantes ou adivinhos serão mortos; serão apedrejados, e o seu sangue cairá sobre eles”.
Deuteronômio 18,10-14: “Que em teu meio não se encontre alguém que faça presságio, oráculos, adivinhação ou magia, ou que pratique encantamentos, que interrogue espíritos ou adivinhos, ou evoque os mortos, pois quem pratica essas coisas é abominável a Iahweh, e é por causa dessas abominações que Iahweh teu Deus os desalojará em teu favor. Tu serás íntegro para com Iahweh teu Deus. Eis que as nações que vais conquistar ouvem oráculos e adivinhos. Quanto a ti, isso não te é permitido por Iahweh teu Deus”.
2Reis 17,17, enumerando as infidelidades de Israel, pelos quais foi castigado: “… Praticaram a adivinhação e a feitiçaria e venderam-se para fazer o mal na presença de Iahweh, provocando sua ira. Então Iahweh irritou-se sobremaneira contra Israel e arrojou-o para longe de sua face…”
2Reis 21,6: descrição dos crimes do rei Manassés: “Praticou encantamentos e a adivinhação, estabeleceu necromantes e adivinhos e multiplicou as ações que Iahweh considera más, provocando assim a sua ira”.
Isaias 8,19-20: o profeta se levanta contra aqueles que dizem: “Consultai os necromantes e os adivinhos que sussurram e murmuram”.
Destaque especial merece a consulta do rei Saul à necromante de Endor, narrada em 1 Sm 28,3-25. Estando em dificuldades na guerra contra os filisteus, e sem saber o que fazer, o rei Saul disse aos seus servos: “Buscai-me uma necromante para que eu lhe fale e a consulte”. Informaram-lhe os servos que havia uma na localidade de Endor, ao sul do monte Tabor. Saul então disfarçou-se e, de noite, acompanhado de dois homens, foi à casa da necromante (os espíritas diriam “médium”) e lhe pediu para evocar o falecido Samuel. Segundo o texto, Samuel de fato compareceu e disse a Saul: “Por que perturbas o meu repouso, evocando-me?” Saul respondeu: “É que estou em grandes angústias. Os filisteus guerreiam contra mim, Deus se afastou de mim, não me responde mais. Então vim te chamar para que me digas o que tenho que fazer”. Respondeu Samuel: “Por que me consultas, se Iahweh se afastou de ti e se tornou teu adversário?” E lhe anunciou os castigos de Deus.
Em Eclesiástico 46,20 lemos a respeito deste caso de evocação: “Mesmo depois de morrer, (Samuel) profetizou, anunciou ao rei (Saul) seu fim, do seio da terra elevou sua voz para profetizar, para apagar a iniqüidade do povo”. Segundo os textos citados, parece que se deve admitir que o falecido Samuel, evocado pela necromante de Endor, realmente compareceu. Todo o contexto, todavia, deixa evidente que se trata de caso excepcional, sendo a evocação não a causa, mas a ocasião aproveitada por Deus para autorizar o comparecimento do falecido profeta e anunciar os castigos ao rei desobediente e infiel. Deste episódio singular não se pode inferir que nos outros casos os necromantes e magos conseguissem de fato fazer comparecer os falecidos evocados.
Aliás, em 1Crônicas 10,13-14, somos assim informados acerca do fim do rei: “Saul pereceu por se ter mostrado infiel para com lahweh, não seguira a palavra de Iahweh e, além disso, interrogara e consultara uma necromante. Não consultou a Iahweh, que o fez perecer e transferiu a realeza a Davi, filho de Jessé”.
Clara, repetida, enérgica e severíssima é, pois, a proibição divina de evocar os falecidos. E este mandamento divino não foi revogado na Nova Aliança. Eis alguns exemplos:
Em Atos 13,6-12, Paulo e Barnabé encontram em Pafos um judeu “mago e falso profeta” que se opunha à missão apostólica dos dois. Paulo, repleto do Espírito Santo, lhe disse: “Ó filho do diabo, cheio de toda a falsidade e malícia, inimigo de toda justiça, não cessas de perverter os retos caminhos do Senhor? Eis que agora o Senhor faz pesar sobre ti a sua mão”.
Em Atos 16,16-18, Paulo, estando em Filipos, dá com uma jovem escrava “que tinha um espírito de adivinhação e obtinha para seus amos muito lucro, por meio de oráculos”. Paulo disse ao espírito que estava na jovem: “Eu te ordeno em nome de Jesus Cristo: sai desta mulher!” E o espírito saiu no mesmo instante.
Em Atos 19,11-20 descreve-se a atividade e a pregação de Paulo em Éfeso, com este resultado: “Muitos daqueles que haviam crido vinham-se confessar e revelar suas práticas. Grande número dos que se haviam dado à magia amontoavam os seus livros e os queimavam em presença de todos. E estimaram o valor deles em cinqüenta mil peças de prata”. Deviam ser muitos os livros de magia! O fato de eles queimarem estes livros só se explica se admitirmos que o Apóstolo falou fortemente contra as práticas da magia.
Na carta aos Gálatas (5,20-21) declara o mesmo Apóstolo que os que praticam a magia “não herdarão o Reino de Deus”. E são João, no Apocalipse, revela que a porção dos magos se encontra no lago ardente de fogo e enxofre (21,8); e que, na hora do julgamento, os magos ficarão de fora da Cidade Eterna (22,15).
Posteriormente, a Igreja sempre se manteve fiel a esta rigorosa interdição divina de evocar os falecidos. No último Concílio, o Vaticano II, em 1964, a Constituição Lumen Gentium, temendo que a doutrina sobre nossa comunicação espiritual com os falecidos pudesse dar azo a interpretações do tipo espiritista, acrescentou ao texto do n. 49 a nota n. 2, “contra qualquer forma de evocação dos espíritos”, coisa que, esclareceu a Comissão teológica responsável pela redação do texto, nada tem a ver com a “sobrenatural comunhão dos santos”. A Comissão definiu então mais claramente o que se proibia: “A evocação pela qual se pretende provocar, por meios humanos, uma comunicação perceptível com os espíritos ou as almas separadas, com o fim de obter mensagens ou outros tipos de auxílio”. O Concílio Vaticano II nos remete então a vários documentos anteriores da Santa Sé (já no dia 27-9-1258 o papa Alexandre IV falara disso), principalmente à declaração de 4-8-1856 e à resposta de 24-4-1917. Na declaração de 4-8-1856, precisamente quando Allan Kardec se iniciava no espiritismo, era repetida a proibição de “evocar as almas dos mortos e pretender receber suas respostas”. No documento de 24-4-1917 se declarava ilícito “assistir a sessões ou manifestações espiritistas, sejam elas realizadas ou não com o auxílio de um médium, com ou sem hipnotismo, sejam quais forem estas sessões ou manifestações, mesmo que aparentemente simulem honestidade ou piedade; quer interrogando almas ou espíritos, ou ouvindo-lhes as respostas, quer assistindo a elas com o pretexto tácito ou expresso de não querer ter qualquer relação com espíritos malignos”.
No dia 31-3-1892 a Santa Sé publicou sua resposta oficial a um caso imaginado de evocação no qual as circunstâncias descritas eram as mais favoráveis. Eis a exposição do caso, a pergunta e a resposta:
“Tito, depois de excluir qualquer comunicação com o mau espírito, tem o costume de evocar as almas dos defuntos. Costuma proceder da seguinte maneira: Quando está só, sem outra preparação, dirige uma prece ao príncipe da milícia celeste a fim de obter dele o poder de comunicar-se com o espírito de determinada pessoa. Espera algum tempo; depois, enquanto conserva a mão pronta para escrever, sente um impulso que lhe dá a certeza da presença do espírito. Expõe então as coisas que deseja saber e sua mão escreve as respostas a estas questões. Tais respostas concordam inteiramente com a fé católica e a doutrina da Igreja acerca da vida futura. Geralmente elas falam sobre o estado em que se encontra a alma do tal falecido, pedem sufrágios etc. É lícito proceder desta maneira?”
A resposta oficial, aprovada pelo papa Leão XIII, foi categórica:
“O que foi exposto não é permitido”.
2. REJEIÇÃO CRISTÃ DA REVELAÇÃO MEDIANTE FALECIDOS
Por que tão rigorosa interdição? Não poderíamos ser positivamente ajudados pela instrução dos falecidos? Ou quererá Deus deixar-nos na ignorância acerca dos acontecimentos depois da morte?
O próprio Jesus nos deu a resposta na parábola do pobre Lázaro e do rico epulão (cf. Lc 16,19-31). Ambos morrem e são julgados, cada um de acordo com a vida que levou nesta terra. Lázaro “foi levado pelos anjos ao seio de Abraão”, isto é, ao céu. O rico avarento é condenado ao inferno. A diferença entre os dois, depois da morte, é grande. O falecido rico gozador implora: “Pai Abraão, tem piedade de mim e manda que Lázaro molhe a ponta do dedo para me refrescar a língua, pois estou torturado nesta chama”. Mas a separação entre ambos é definitiva e a comunicação, impossível. A resposta do céu é clara e dura:
“Entre vós e nós existe um grande abismo, de modo que aqueles que quiserem passar daqui para junto de vós não o podem, nem tampouco atravessarem os de lá até nós” (v. 26).
O falecido epulão insiste num pedido com filantrópica proposta: “Pai, eu te suplico, envia então Lázaro até a casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos; que ele os advirta, para que não venham eles também para este lugar de tormento”. Era uma sugestão que parecia muito boa. Estabelecer-se-ia um útil intercâmbio entre os do além, com seus novos conhecimentos, e os da terra, sempre necessitados de esclarecimento e orientação. No entanto, a resposta do céu é seca:
“Eles têm Moisés e os Profetas; que os ouçam!” (v. 29).
Mas o proponente insiste, com uma justificação: “Não, pai Abraão, se alguém dentre os mortos for procurá-los, eles se converterão”. A razão parecia óbvia. É a solução proposta também pelos atuais movimentos espiritistas. Se é verdade que as almas dos falecidos sobrevivem conscientemente e que elas continuam solidárias conosco, afirmações que são corroboradas pela Bíblia e ensinadas pela Igreja católica, por que não poderia o Criador escolher esta via para trazer revelações úteis do além? A resposta do céu, entretanto, segundo Jesus, é sem rodeios:
“Se não escutam nem a Moisés nem aos Profetas, mesmo que alguém ressuscite dos mortos, não se convencerão” (v. 31).
É a rejeição pura e simples da via espiritista.
Deus certamente “quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (lTm 2,4). Ele não quer deixar-nos na ignorância. Mas o Criador dos homens escolheu outra via para instruí-los sobre o sentido da vida e o destino eterno. Na Constituição dogmática Dei Verbum, de 1965, o Concílio Vaticano II resume no n. 2 assim o plano divino da revelação:
“Aprouve a Deus, em sua bondade e sabedoria, revelar-se a si mesmo e tornar conhecido o mistério de sua vontade (cf. Ef 1,9), pelo qual os homens, por intermédio de Cristo, Verbo feito carne, e, no Espírito Santo, têm acesso ao Pai e se tornam participantes da natureza divina. Mediante esta revelação, portanto, o Deus invisível, levado por seu grande amor, fala aos homens como a amigos (cf. Ex 33,11; JO 15,14-15), e com eles se entretém para os convidar à comunhão consigo e nela os receber. Este plano de revelação se concretiza através de acontecimentos e palavras intimamente conexos entre si, de forma que as obras realizadas por Deus na história da salvação manifestam e corroboram os ensinamentos e as realidades significadas pelas palavras. Estas, por sua vez, proclamam as obras e elucidam o mistério nelas contido. No entanto, o conteúdo profundo da verdade, seja a respeito de Deus, seja da salvação do homem, se nos manifesta por meio dessa revelação em Cristo, que é ao mesmo tempo mediador e plenitude de toda a revelação”.
Deste plano de revelação estão excluídos os falecidos. Depois de Moisés e dos Profetas, Deus nos enviou seu Filho, o Verbo eterno que ilumina todos os homens, para que habitasse entre os homens e lhes expusesse os segredos de Deus (cf. JO 1,1-18). Com Jesus recebemos a plenitude da revelação necessária para a nossa salvação. Ele se apresenta a si mesmo com uma declaração solene: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6). Ele está “cheio de verdade” (Jo 1,14). “Nele se acham escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento” (Cl 2,3). Ele é pessoalmente o anunciado e prometido Emanuel, Deus-com-os-homens. Ele é para nós como a nuvem luminosa do Êxodo: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12). Ele é a luz das gentes (Lc 2,32), o sol nascente que ilumina os que estão nas trevas (Lc 1 ,78s.). “Eu, a luz, vim ao mundo para que aquele que crê em mim não permaneça nas trevas” (Jo 12,46).
Não necessitamos perturbar o repouso dos falecidos (cf. 1Sm 28,15). O Concílio Vaticano II, na citada Constituição Dei Verbum (n. 4b), nos garante que “a economia cristã, como aliança nova e definitiva, jamais passará, e já não há que esperar nenhuma nova revelação pública antes da gloriosa manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo (cf. lTm 6,14; Tt 2,13)”.
Não haverá “terceira revelação”.
O espiritismo, que pretende ser precisamente esta “terceira revelação”, não só não entra nos planos de Deus Revelador, mas se opõe à economia divina.
Vale a pena ler este livro:
ESPIRITISMO: ORIENTAÇÃO PARA OS CATÓLICOS
Autor: fr. Boaventura Kloppenburg (ofm)
Editora: Loyola









O espiritismo diferente da Necromância( hoje Umbanda e mais movimentos), que praticava atos de magia, oferendas através de sangue e demais atos imperdoáveis, vem trazer ao homem verdades sobre sua conduta, e como conduzir-se ao longo de sua vida, se compreender as obras, verás que nada tem de magia.
Também, o livro citado ” o livro dos médiuns, não incita a pessoas realizarem evocações, mesmo porque, não as acontecerá, e se vier acontecer, será por espirítos zombeteiros, os quais nada tem a acrescentar.
O livro se dirige a pessoas ” dotadas ” de uma situação mais sutil e perceptível, a fim de esclarecer exatamente o problema de serem enganadas, ao tentarem evocar ou fazer desta situação, favorecendo a si mesma, ou afim de dar lhes crédito diante de outras pessoas, o que acontece sim no meio, o que também acontece nas religiões, por exemplo, padres, bispos e demais que desviam de sua conduta e praticam o pedofilismo , como exemplo.
A moral do ser humano é necessária, em qualquer instância da vida, mesmo para que siga os 10 mandamentos, torná-lo “rediculo” o fazendo adorar e pensar que esta salvo por visitar a igreja, não o trará evolução alguma.
A religião é importante ao ser humano, pois o disperta a fraternidade, amor ao próximo e inicia-se o conhecimento da moral, pois insiste em tomar uma conduta positiva, porém o deixa ainda a questionar sobre a existência do senhor em partes de sua vida, o conduzindo a prática dos pecados, vimos isto no grande aumento de divórcios, este casamentos em sua proporção maior efetuadas em igrejas católicas, pois na união se levou em conta a beleza do parceiro e muitas vezes posição social, e o amor é esquecido, a igreja não conduz o ser humano a esta compreensão, mas efetua os casamentos, mesmo sobre a possibilidade da separação.
Bom, gostaria de conversar mais, ai esta meu e-mail.
Muito Obrigado !
Caro Leandro,
Estudei e acreditei no Kardecismo por 5 anos. Isso foi no período entre 1989 e 1994. Estudei exaustivamente as principais obras do espiritismo, especialmente os livros de Allan Kardec. Antes de me dedicar ao kardecismo, havia me debruçado sobre outras vertentes espíritas, tais como a Umbanda, centros mistos e demais populares. Não «estudei» teoricamente apenas, mas fui a tantos lugares quanto pude, verificar e pesquisar por conta própria, além de vivenciar tudo isso.
Portanto não considere os textos que publico por aqui como frutos de ignorância ou fanatismos. Antes de veicular esses textos, leio-os todos e vejo se estou de acordo, quando não são textos dogmáticos ou da Tradição, pois, se assim forem, nem passa pela minha mente julgá-los.
Sei que não quis dar a entender essas coisas, mas julguei correto explicar a situação.
Um dos problemas Bíblicos com o espiritismo é a EVOCAÇÃO dos MORTOS. Entenda, mesmo que você me afirmasse que todo o resto estivesse certo, biblicamente falando (o que não está, aliás, bate de frente com ela), esse ÚNICO item, a evocação dos mortos, bastaria para entendermos o espiritismo como erro, como desobediência a Deus. Não dá pra mudar isso, pois foi o próprio Deus que o decretou, não só uma vez, mas diversas!
Aliás, a evocação dos espíritos, é o ESSENCIAL para o espiritismo! O que é o Livro dos Médiuns, senão o Manual dos Evocadores? Já leu na contracapa o subtítulo do livro?
Sem a evocação não se poderia entrar em contato com os espíritos (sejam ‘zombeteiros’ ou não; são espíritos e são evocados de qualquer forma) e o espiritismo não vingaria. Logo, o espiritismo depende de ir contra uma proibição de Deus para que exista e seja praticado. Isto é seríssimo!
Nós, os católicos, não acreditamos que seremos salvos apenas por visitarmos a igreja. Ir à Igreja é um DEVER do cristão, ao menos aos domingos, pois como podemos afirmar que amamos a Deus sem reservar ao menos uma ou duas oras uma vez por semana para ir adorá-lo? Digo de passagem: isso é O MÍNIMO! Porém esse mínimo não exclui uma vida cotidianamente devota e em busca da santidade.
Existem maus católicos, sim, ora!, a igreja é também uma espécie de «hospital», pois são os doentes que precisam de remédios! Mas como poderia ser um «hospital» sem que houvesse médicos e enfermeiros?
De outro lado, TODOS, sejam religiosos, ateus, espíritas, protestantes etc, estão sujeitos às fraquezas da carne, fraquezas morais, espirituais, enfim, não existe um só homem que seja perfeito.
Portanto, o fato deste ou daquele fiel causar escândalo, não fere a religião, mas a si mesmo. Não posso julgar levianamente 2000 anos de Igreja Católica porque, por exemplo (hipotético), 1000 pessoas falharam e caíram.
O Livro dos Médiuns não garante a ninguém a eficaz e verdadeira identificação dos espíritos que são evocados e que se manifestam. No fim, deve-se acreditar em certos «indícios» que levariam a pessoa a «acreditar» que este espírito é quem ele mesmo afirma ser. Perceba: quem dá os indícios é o espírito! No fim você precisa acreditar nele, seja com menos ou com mais dúvidas. Não acha que «espírito» têm muito mais facilidade e capacidade para ludibriar e enganar os homens?
A religião é importante ao ser humano não exclusivamente porque gera fraternidade, amor ao próximo, mas é importante ESSENCIALMENTE E PRINCIPALMENTE por AMOR A DEUS e aos seus mandamentos. A primeiro e maior mandamento é amar a Deus acima de todas as coisas. O segundo é amar ao próximo como a si mesmo.
Como podemos pular o mandamento mais importante?
Como se pode amar a Deus fazendo o que ELE mesmo condena e proíbe?
Se não conseguimos obedecer a Deus, amá-Lo, Ele que é nosso Criador e Mantenedor, Ele que enviou seu Único Filho para ser crucificado e sofrer por nós, como poderemos amar ao próximo verdadeiramente? Se o mais importante não fazemos?
Você colocou a questão dos divórcios. O fato de uma maioria dos casamentos serem celebrados na Igreja Católica não faz com que se anule o livre-arbítrio. Não foi o padre ou a Igreja que foi lá no relacionamento deles e os fez se divorciarem! O divórcio é um MAL EXTREMO para a sociedade, para a Igreja e para os filhos do relacionamento.
Quanto a questão da busca da beleza, a posição social, ora, não tenho como afirmar que TODOS OU A MAIORIA DOS DIVÓRCIOS foram causados pela busca desses valores! Existem casos desses, obviamente não só entre católicos, mas em qualquer lugar, mas o problema do divórcio, convenhamos, é muito mais complexo e repleto de fatores além desses que citou. Também não tenho como saber quantos casais se casam por causa de beleza ou posição social, isso é uma suposição sem base de dados, aliás, uma suposição arbitrária e generalista.
Engana-se fortemente quando afirma que a Igreja não conduz a uma compreensão sobre a indissolubilidade do matrimônio. Percebo que não conhece o catolicismo. Ao contrário, justo ao contrário, a Igreja luta para que seja dado um valor essencial a formação da família e para que a mesma frutifique e se mantenha unida até o fim dos dias de cada indivíduo que assumiu esse compromisso.
Se os casados não cumprem os votos que deram perante Deus, ora!, isso não é culpa da Igreja, mas dos que rompem a palavra que deram e o vínculo que assumiram.
Existe a possibilidade da separação? Sim, existe. Como vinha dizendo, somos fracos. PORÉM, não existe, para a Igreja, a possibilidade de se contrair um SEGUNDO MATRIMÔNIO. Não porque a Igreja Católica cismou com isso ou está ultrapassada, mas porque o PRÓPRIO JESUS assim o decretou na Bíblia. A Igreja segue o que o Filho de Deus mandou fazer.
Como eu disse acima, as pessoas precisam levar em conta os votos e o compromisso que assumiram perante Deus, relativos ao matrimônio, e que CONSENTIRAM MUTUAMENTE, LIVREMENTE E PUBLICAMENTE.
A Igreja não pode obrigar as pessoas a cumprirem seus votos, mas também não pode desobedecer a Deus para agradar alguém. O problema não é eliminar as conseqüências do erro, mas tratar das causas. A sociedade como um todo está relativista, porém a Igreja se mantém FIRMADA SOBRE A ROCHA e não pode mudar a Deus. As pessoas é que precisam mudar A SI MESMAS para agradar a Deus, não o contrário.
P A X
Caro amigo, sou espírita. Li seu texto e você mostra grande conhecimento da Bíblia. Porém, acredito que a coisa está mostrada de forma incompleta aqui.
Não vou me ater a longos argumentos. Mas gostaria de atentar que o Espiritismo não recomenda a evocação em vão. Na verdade, ao espírita é ensinado que Cristo mesmo já ensinou toda a verdade: amar, amar ao extremo nossos irmãos, amar o Céu e não as coisas da Terra, etc. Essa verdade já é mostrada de muito tempo, mas a humanidade infelizmente não atenta para tal.
Como nossos irmãos católicos, nós, espíritas, também como filhos do ocidente, nos guiamos pelo ensinamento de Cristo. Nas casas espíritas, quando é efetivada uma comunicação com o além, geralmente ela tem um dos dois propósitos: aprender ou ensinar.
1) Quando a comunicação é para aprender, geralmente ocorre que um espírito sábio ensina (ou na verdade relembra) as coisas belas da filosofia de Cristo.
2) Quando a comunicação é para ensinar, as pessoas da casa espírita estabelecem contato com espíritos sofredores, que muitas vezes ainda nem aceitaram a idéia da morte, e estas pessoas consolam e acalmam estes espíritos quase como “psicólogos”. É um trabalho muito bonito, pois esses espíritos assemelham-se ao falecido epulão que você nos fez lembrar. De fato, espíritos nessas condições sofrem bastante e não pode meramente gozarem das ditas “recompensas” dos bons. Mas eles são instruídos já no além, e retornam à terra pela reencarnação, como uma chance oferecida por Deus, infinitamente justo e bom.
Não quero convencê-lo de nada. Gosto muito das obras católicas e vejo-os a todos como irmãos. Nós, espíritas, reconhecemos que Jesus já ensinou tudo, e que nenhuma dita revelação seria necessária se o seguíssemos sinceramente. Meu conselho, então, é que você seja bom, como já parece ser, divida seu pão com os famintos e seja um amigo sincero e carinhoso, disposto a perdoar e manso de coração. Amigo, assim você já estará para o “novo” reino, anunciado já há 2.000 anos e do qual ainda não somos dignos.
Conte comigo para o bem,
Fernando.
Caro FERNANDO,
Agradeço por ter escrito gentilmente, de forma educada, visando esclarecer alguns pontos em que acredita
Você escreveu:
«o Espiritismo não recomenda a evocação em vão».
O problema aqui é que a evocação dos mortos é totalmente proibida por Deus . Ele diz: “Não evoqueis”, não diz: “Evoqueis somente quando for necessário”. Até mesmo afirma que a prática de tais evocações é “abominável” ao Senhor.
Deuteronômio 18,10-14: “Que em teu meio não se encontre alguém que faça presságio, oráculos, adivinhação ou magia, ou que pratique encantamentos, que interrogue espíritos ou adivinhos, ou evoque os mortos, pois quem pratica essas coisas é abominável a Iahweh…»
Por isso, quando afirma que existe comunicação com o além, apenas esse fato, em si abominável a Deus, basta para que todo o resto esteja em desacordo com Deus e, claro, com Jesus Cristo. Não se pode servir a dois senhores. Ou se obedece ao que Deus ordena e condena, ou não se serve a Deus.
Vou comentar aos seus pontos (algumas partes, para não me alongar), não visando ‘combatê-lo’ (sua pessoa), mas apenas mostrar minhas reflexões a respeito:
VOCÊ ESCREVEU:
1) Quando a comunicação é para aprender, geralmente ocorre que um espírito sábio ensina (ou na verdade relembra) as coisas belas da filosofia de Cristo.
COMENTO:
Um espírito sábio. Não existe maneira eficaz para determinar se um ‘espírito’ é sábio ou não, muito menos se é verdadeiramente um ‘espírito’.
Apenas pode-se ‘crer’ nisso sem provas, pior, com 99% de chances de erro. Quando um espírito se manifesta nas sessões, você apenas pode ouvir a voz do médium ou ler uma carta escrita pelo médium, e tomar tudo isso como se fosse obra de um espírito.
Porque acredita-se que seja a obra de um espírito?
Porque o médium, que se diz incorporado de um espírito, diz que é, e ponto final.
Essa é a filosofia que somente os nossos tempos poderiam ‘entender’, segundo os espíritos?
Aqui chegamos a um outro detalhe deste mesmo ponto: as coisas belas da filosofia de Cristo.
Os kardecistas apreciam muito utilizar a palavra ‘filosofia’ para tentar embasar seus argumentos. Apenas um detalhe: onde está a filosofia espírita? Se a doutrina espírita for a filosofia que teve que esperar o ‘desenvolvimento adequado do ser humano’, para que pudesse ser recebida do além, realmente, posso afirmar, estamos muito mal, aliás, péssimos.
Esse pseudo-embasamento-científico também não cola.
Aliás, gostaria muito de saber o que existe de ‘científico’ no espiritismo.
Esta é outra afirmação muito utilizada pelos espíritas e que não possui significado algum, juntamente com o de ser uma ‘filosofia que precisava do desenvolvimento adequado do ser humano, para que pudesse ser ‘revelada”.
Por falar nisso, a qual ‘filosofia de cristo’ se refere? Não entendi o que seja essa ‘filosofia de Cristo’. Como é e como funciona essa filosofia?
Não leve a mal meus comentários, pois, como afirmei no início, não tenha intenção alguma de falar mal de si ou de ‘combatê-lo’.
A questão aqui é esclarecer ou criticar de forma construtiva, ou seja, de uma maneira que nos leve ao diálogo, sempre que possível, respeitoso.
Que Deus esteja contigo.
P A X
Caro Irmão,
Sou Espírita. Sem ofenças. Te falta a fé não é? Porque senão, porque tanto ardor em defender sua DOUTRINA? Porque apartir do momento que você usa sua verdade, pautado na Bíblia, CATÓLICA, como única verdade, você está sim, defendendo sua DOGMÁTICA e sua TRADIÇÃO, segundo o ponto de vista passado por seus sacerdotes. O que mais me parece é que como você não conseguiu encontrar o fantástico, em suas empreitadas espíritualistas e espiritista, resolveu escolher um caminho religioso, que pela tradição do mundo é um dos mais praticados no mundo ocidental. Isso deve te trazer algum conforto não é? Todas as religiões são proveitosas aos olhos do Criador, pois nos sensibilizam à práticas que nos levem a objetivos sagrados com o Pai.
Essa história de que “eu estou mais certo do que os outros”, não te trará proveito algum, seu pseudo evangelismo por esses canais, nada tem a ver com que Jesus quer de nós. Infelizmente a religião, se tornou no mundo, uma forma de domínio ou controle social; se você cometer um pecado muito grande, suponhamos, suas faltas serão ou terão que ser perdoadas pelo PADRE ou se muito grandes por SEU BISPO, e você corre o risco do pecado ser muito grande e não ser perdoado. Quem são esses HOMENS para perdoarem algo; passíveis de erros como todos nós. Mesmo com a réplica de serem homens votados aos serviços do Pai, são falhos, frutos do PECADO, como todos nós, como assim, prevê sua DOUTRINA. JESUS que é o MESTRE, Perdoou até seus carrascos no momento derradeiro. Perdoava e abençoava, Bandidos e Meretrizes. Mesmo que o Kardecismo ou qualquer espiritualismo estivesse errado aos olhos do PAI, ele nos perdoaria, pois saberia que estamos fazendo culto a seu Santo Nome com sinceriadade e verdade, pois ele é: Onipresente, Oniciênte, Onipotente, infinitamente justo e bom.
Ah! Só mais um detalhe, já que você é um buscador da verdade, pesquise mais sobre SUA RELIGIÃO. Pesquise História da Religiao e Epistemologia da Religião, são matérias acadêmicas dos principais cursos superiores do nosso país nas áreas de Sociais e Teológias. Neles você irá aprender que sua DOUTRINA pautadana sua Bíblia, foi alterada diversas vezes, nos diversos Concílios Papais ao Longo da História. Você irá Descobrir inclusive que existem textos denominados apócrifos, guardados a sete chaves no Vaticano, aos quais falam da espiritualidade, e que não é de enteresse da igreja, sejam publicados. Descobrirá também que até o ano 200 Depois de Cristo, A IGREJA CATÓLICA, cria na lei de reencarnação.
Bom, espero não ter te ofendido nem ter sido rude. Não quis também, ser disrrespeitoso.
Um abraço fraternal
CARO TELMO,
Não. Não me falta a fé, pelo contrário, justo por tê-la sempre crescente eu busco esclarecê-la e proclamá-la. Esse argumento de que eu não a teria porque a defendo é completamente incoerente, sem sentido. Aliás, eu não defendo a MINHA doutrina, pois não criei nenhuma, nem tenho capacidade para tal, mas defendo a doutrina da IGREJA, o que, convenhamos, é completamente diferente.
Meu irmão, eu estou pouco me lixando para o «fantástico». Sinceramente, não preciso ver nada fantástico para crer em Nosso Senhor, pois tenho fé e esperança no meu Pai do céu e não dependo de manisfestações, sintomas psíquicos, histerias ou ilusões mentais para crer. Creio sim que, quem precisa constantemente de ‘provas’ ou ‘poderes manifestos’ provocados por ‘espíritos’ é que está em um triste estado, pois agarra-se em muletas rachadas e podres para andar por caminhos tortos e de trevas.
Esse relativismo barato e superficial de «todas as religiões são proveitosas aos olhos do Criador», isso sim, é buscar o caminho fácil, o caminho cômodo, do tipo: eu não quero mudar, então mudo ou adapto Deus ao que desejo. Isso é egóico ao extremo e chega a me causar náuseas. Relativizar é assinar um de dois atestados (muitas vezes os dois): ignorância ou fraqueza moral.
Aliás, quem é você para achar que sabe o que Jesus quer de nós, ao mesmo tempo que defende o que Ele mesmo contrariou?
Muitos espíritas, desejo crer, estão nesse caminho fantasioso por ignorância, mas outros, os quais fazem questão de se intitularem mais conhecedores do que qualquer um, quando não sabem nem mesmo ler algumas simples linhas da Bíblia sem deturpá-las, estes, caso não se arrependam e chorem sinceramente seus pecados, receberão a paga que merecem, paga vinda de Nosso Senhor, que veio e tomou a carne, esvaziou-se a si mesmo, sofreu injustamente e foi elevado no madeiro, Ele mesmo sendo Deus! Isto tudo para que qualquer um venha e O desminta por causa de um ego inflado e desobediente?
Caríssimo, arrependa-se!
Abra sua mente e afaste-se da beira do abismo enquanto ainda mantém alguma lucidez!
Rezo por si.
P A X
Querido amigo,
Não me cabe ficar questionando sua fé e nem impor a minha fé a ninguém, pois sinceramente compreendo que não tenho o mínimo conhecimento para discutir sobre passagens bíblicas ou assuntos mais complexos. Sou espírita há 18 anos , ou seja , desde que me entendo por gente, pois tenho 23 anos.
Gostaria apenas de fazer uma simples pergunta e que de acordo com os preceitos católicos voce me respondesse coerentemente.
Trata-se de uma questão simples para o espiritismo responder, mas que ainda nenhuma outra religião soube me responder convincentemente.
Porque Deus, na sua soberana justiça, criaria seres com diversos tipos de deficiência, alguns que sequer conseguem se locomover e nem falar, pessoas que nascem deformadas, pessoas que sofrem uma vida inteira com doenças que ainda não tem cura? Sendo que outros seres são criados perfeitos, ou seja, com perfeita saúde. Como explicar isso, se não através da reencarnação, justificando esses defeitos e problemas a erros cometidos em outra vida ??
Além desta pergunta, gostaria de dizer que não tenho nada contra o catolicismo e nem contra qualquer religião, seja ela qual for , pois creio que basta sermos homens de bem, ou seja, não fazermos o mal, não alimentarmos sentimentos ruins como o ódio, inveja, orgulho, raiva, rancor , ciúmes e etc , basta isso para evoluirmos ou ” ir para o céu” .
Se todos fizessem isso independente de religiões, o mundo seria melhor.
Um grande abraço e fique na paz de Jesus Cristo.
Olá, Joaquim!
Essa resposta já existe antes mesmo de existir o espiritismo. Na verdade, o cerne da questão é que os espíritas não aceitam a resposta que existe desde a queda do homem.
Depois do Pecado Original o ser humano perdeu, por culpa de sua escolha em desobedecer a Deus, todos os dons que tinha no Jardim do Éden. Deus havia dito a Adão que assim que ele comesse do fruto proibido teria de morrer. Da mesma forma, explicitou, após o pecado, todos os problemas que a desobediência acarretaram: dores do parto, suor do trabalho etc.
Como o Homem decidiu desobedecer a Deus e comer do fruto proibido, perdeu também aquela perfeição da qual participava antes da Queda. Antes, o Homem vivia em perfeita saúde, não morria, não precisava trabalhar para ter de comer, enfim, muito menos poderiam ocorrer acidentes na concepção ou defeitos na constituição física ou psíquica dos filhos, caso os tivessem concebido antes da Queda. O Homem vivia em harmonia com Deus e, como você bem o sabe, Deus é perfeito e, sendo assim, comunicava essa perfeição a Adão e Eva, fazendo com que eles participassem plenamente dessa perfeição enquanto fossem obedientes Àquele que os havia criado.
Se acontecem esses acidentes que citou, esses problemas dignos de nosso auxílio e amor a quem os sofre, é por causa do Pecado Original. Não podemos ter a ousadia de achar que o corpo humano continuaria perfeito e gerando perfeição na medida humana depois da desobediência original, depois da escolha de se afastar d’Aquele que é a Suma Perfeição. O Homem escolheu viver por si mesmo, assumindo todas as consequências de sua escolha e nos legando essa herança. Jesus Cristo, Redentor nosso, veio tornar os homens seus co-herdeiros, filhos adotivos de Deus, àqueles que aceitem Jesus como Senhor, Filho de Deus Vivo. Assim, participamos da herança de Cristo. Tudo isto por mérito exclusivo de Jesus, que é Homem e Deus!
Não existiria o espiritismo se não houvesse acontecido a Queda. Se o espiritismo encontra adeptos é justamente por causa do Pecado Original, pois o homem não consegue, por causa do pecado, discernir por si mesmo o que é certo ou errado, enquanto não estiver inserido no Corpo de Cristo. A Inteligência e a Vontade do ser humano enfraqueceram devido à queda, porque não estavam mais em comunhão com aquele que é a Suma Inteligência. Sendo assim, o homem frequentemente erra o alvo, não compreende, não possui discernimento apurado nem inteligencia iluminada pela fé, proporcionando uma reta razão. Então, quando o homem fica entregue a si mesmo, tende a fazer as escolhas erradas, pois coloca a vontade pessoal, a vontade humana, como centro; e passa a pensar apenas no seu próprio bem e lucro, no seu umbigo e lixa-se para a Vontade de Deus.
Os espíritas desobedecem a Deus claramente, contrariando a Palavra e entregando-se às fábulas e descontroles psíquicos, tomando-os como realidade e modo de viver, afastando-se sempre d’Aquele que os criou a todos. É muito triste isso. Continuam repetindo a mesma desobediência dos nossos pais Adão e Eva, cedendo a todo momento à tentação da serpente.
Não são os únicos, claro. Porém, mesmo que existisse apenas um único espírita, mesmo este receberia o perdão de Deus e seria recebido de volta, caso estivesse verdadeiramente arrependido de ter pecado contra Ele.
A reencarnação não explica nada e não possui nenhuma réstia de lógica, sendo mesmo uma teoria irracional.
Me responda você agora:
Como alguém pode aprender alguma coisa se não se recorda dos erros passados?
Pense, mesmo que seja uma única prova escolar, o aluno precisa recordar o que aprendeu para poder aplicar e resolver a questão e, assim, poder passar à etapa seguinte. Convenhamos que, mesmo eu e você, sem estarmos diante de prova alguma, precisamos mesmo de uma memória para poder saber e lembrar quem somos.
De que adianta uma reencarnação, como oportunidade de consertar nossos erros passados e pagar as nossas dívidas, quando não podemos lembrar quais foram esses erros e que dívidas adquirimos?
E outra:
Se nosso defeitos ou problemas atuais são consequências de nossos erros em outras vidas passadas, e se para seguirmos adiante no processo de evolução espiritual precisamos cumprir e sofrer essas coisas, então a caridade se torna inútil e, aliás, tremendamente prejudicial!
Vamos supor que uma pessoa em outra vida tenha sido avara, presa ao dinheiro, e nesta vida tenha nascido miserável para pagar pelo mau uso do dinheiro naquela outra encarnação. E vamos supor ainda que uma pessoa rica chegue até essa pessoa ainda quando fosse uma criança e doasse a ela uma quantia enorme de dinheiro para ajudá-la a crescer e pagar seus estudos até a faculdade. Neste caso, levando-se em conta o karma dessa criança, provavemente ela teria de renascer mais outras vidas, pois não teria chance de pagar pelos seus erros passados nem de cumprir a pobreza programada por Deus. Isto quer dizer que, ao vermos uma pessoa sofrer, seja lá que tido de sofrimento, faríamos um grande mal se tentássemos ajudá-la, pois estaríamos atrapalhando o aprendizado daquela pessoa e, fatalmente, ainda proporcionaríamos mais meios dela acrescentar outras dividas por conta de nossa ajuda e a tentação que daí poderia se desenvolver.
Pense Joaquim, e entenda que não pode ganhar nada desobedecendo a Deus sendo espírita. Ser espírita pode ser muito agradável, trazer-lhe alguma paz transitória, gerar algumas conclusões tidas como verdades, mas que são apenas fruto de lógica e coerência em cima de premissas falsas, mas você não pode bater de frente com Deus.
Lembre-se que você não pode nada por si mesmo, nem mesmo vencer uma simples dor de barriga.
Espero que se converta à Verdade e venha acrescentar sua vida às nossas. Pode acreditar que o receberíamos como a um filho há muito perdido, mas finalmente reencontrado e de volta à casa do Pai!
Que o Espírito Santo encha seu coração de esperança!
P A X
Não há o que se descutir em uma realidade tão óbvia.
Somos todos espíritos, a diferença é em que condição nos apresentamos hoje: encarnados ou desencarnados.
O corpo é o que menos importa e sim a energia que anima o envoltório corporal.
Ora, um ser desencarnado não deixa de existir, se não deixa de existir, não deixa de raciocinar, se raciocina, tem conciência do seu próprio “eu”, se tem conciência, se comunica de diversas formas.
Ninguém está privado de falar, de mandar ou receber notícias seja ela de qual plano estiver.
Deus abençõe a todos !
ANDRÉ LIMA,
Onde está essa “realidade” tão óbvia? O que escreveu não prova nada disso… O que fez foi dispor diversas palavras em frases sem sentido algum, oferecendo uma lógica que só pode existir se formos levar em conta alguma base irracional espírita. Fora do sistema espírita seu comentário não faz qualquer sentido.
Sua última frase, «que ningém está privado de enviar e receber mensagens», ficou completamente fora de contexto. Sei que, em seu raciocínio, tudo que escreveu acima deve parecer embasar essa sua última frase. Porém, só na sua cabeça mesmo. Aqui fora isso é apenas uma afirmação gratuita, sem qualquer senso de realidade e sentido, solta no comentário.
Me explique: «Ninguém está privado de falar, de mandar ou receber notícias seja ela de qual plano estiver»?
Sustente toda essa afirmação?
Mostre-me o porquê de ter afirmado que ninguém está privado disso?
Diga como são enviadas e recebidas essas notícias e como sustenta a realidade desse transporte e a correspondência?
Como sustenta a existência desses «planos»?
Como poderia me provar racionalmente (pois o espiritismo afirma ser isso racional) a possibilidade da reencarnação?
Você até pode brincar matematicamente com as palavras, mas levantar um argumento que sustente o espiritismo, disso passou longe.
José.
Boa noite.
Sua resposta aparenta para mim um Deus “injusto” pois se Adão e Eva comeram o fruto proibido, ou seja, pecaram … todos deveríamos pagar igualmente por isso certo ? Mas não é isso o que acontece , pense bem, por que punir alguns com deficiencias fisicas e outros não ? Se Deus é justo e desejava punir o homem por seu pecado , puniria a todos. Isso não condiz com o que acontece se considerarmos sua teoria.
Bem .. agradeço a sua resposta. Mas permaneço com a minha fé inabalável no Espiritismo.
Sei que não somos donos da verdade, assim como nenhuma religião tem o direito de se considerar.
Seguindo suas próprias palavras “o homem não consegue, por causa do pecado, discernir por si mesmo o que é certo ou errado, enquanto não estiver inserido no Corpo de Cristo”. Se o homem não consegue discernir o certo do errado , quem poderá dizer o que é certo ? Alguém que não seja homem ? Um espírito ?
Bom … eu tenho minhas convicções, não mais vou expo-las aqui pois não pretendo prolongar este debate. Só peço que se for de seu interesse conhecer o espiritismo , não para se converter, mas para não julgar mal algo que possa não entender completamente , que leia o Livro dos Espíritos, não procurando defeitos, e sim encarando como uma “possibilidade” ,pois quando lemos algo já com receio fechamos nossa mente a qualquer coisa. Não precisa temer , não existe nada que vá te fazer mal nessa leitura.
Um grande abraço e fique na paz de Jesus Cristo.
[...] postagem é fruto de um artigo publicado no meu antigo blog, sobre o qual o Joaquim (citado abaixo) enviou um comentário. Decidi publicar minha resposta a esse comentário na forma de uma nova postagem neste endereço, [...]
CARO JOAQUIM,
Seu comentário me fez decidir torná-lo uma postagem, pois tocou em pontos importantes e acho que publicá-lo assim pode ser mais prático, além de ser possível publicá-lo mais extenso.
Como estou passando os artigos deste para outro blog com domínio próprio, achei melhor publicá-lo lá, no novo endereço. Por isso, peço-lhe encarecidamente que leia no link abaixo os meus comentários a respeito do que escreveu e que, caso queira escrever mais alguma coisa, escreva lá, comentando o artigo.
Agradeço-lhe imensamente a educação com que me escreveu!
SEGUE O LINK PARA O COMENTÁRIO:
http://joseroldao.com/2009/06/25/comentarios-sobre-o-espiritismo/
P A X